As reservas globais de petróleo estão sendo drenadas em ritmo sem precedentes devido à crise no Estreito de Ormuz. A Agência Internacional de Energia, o FMI, o Banco Mundial e a OMC emitiram alerta conjunto sobre os riscos à segurança energética global.
Os dirigentes desses organismos se reuniram para coordenar uma resposta aos impactos econômicos e comerciais do conflito. A cúpula reflete a gravidade da situação, que pode se agravar nas próximas semanas.
Sem a normalização do transporte marítimo, o esgotamento das reservas deve continuar antes do pico de demanda no verão do hemisfério norte. A declaração conjunta destaca riscos para a segurança energética, as condições de mercado e a estabilidade econômica global.
A crise se intensificou após ataques dos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica do Irã. A ofensiva militar desestabilizou o Estreito de Ormuz, rota por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial.
Os chefes dos organismos alertam que o conflito gera impactos assimétricos no fornecimento de energia, segurança alimentar e atividade econômica. Embora a economia global ainda mostre resiliência, os efeitos mais severos atingem desproporcionalmente as nações vulneráveis.
O aumento dos preços de combustíveis e fertilizantes é apontado como o principal vetor da crise. A incerteza também eleva riscos para empregos e meios de subsistência em dezenas de países.
A alta dos fertilizantes preocupa especialmente, pois muitos países entram na temporada de plantio. O encarecimento desses insumos pode comprometer colheitas e agravar a insegurança alimentar.
Os quatro organismos internacionais se comprometeram a manter contato estreito para monitorar a evolução da crise. A prioridade é oferecer suporte aos países mais afetados e preservar a estabilidade econômica global.
A instabilidade no Estreito de Ormuz expõe a fragilidade de uma economia global dependente de rotas marítimas vulneráveis a intervenções militares. A agressão contra o Irã desencadeou uma reação em cadeia cujas consequências mobilizam os principais organismos multilaterais.
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