Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Kumamoto desenvolveu um dispositivo portátil do tamanho da palma da mão. O aparelho realiza exames de saúde e monitoramento ambiental com a mesma precisão de grandes equipamentos de laboratório.
O estudo, publicado na revista Sensing and Bio-Sensing Research, mostra redução de 99% no volume do aparelho em relação aos espectrofotômetros comerciais tradicionais. A exatidão das medições permanece inalterada, segundo os testes realizados.
O avanço permite descentralizar diagnósticos, possibilitando testes de biomoléculas como proteínas e glicose em hospitais, campos agrícolas e cursos d’água remotos. Atualmente, esses exames dependem de equipamentos volumosos e caros que utilizam lasers de alta intensidade.
A equipe liderada pelo professor Yuta Nakashima projetou um filtro espacial inovador com estrutura cônica de guia de luz. Inspirado em orifícios usados em microscópios avançados, o filtro absorve seletivamente a luz difusa oblíqua enquanto direciona a luz direta para o sensor.
O dispositivo utiliza um simples LED e um sensor de cor para realizar cálculos de alta precisão. Nakashima explicou que o aparelho, alimentado por bateria ou conexão USB, foi testado na quantificação de proteínas do soro humano.
Os testes também rastrearam respostas imunológicas por meio de citocinas celulares como o TNF-α. Quando comparado a um espectrofotômetro comercial de padrão industrial, não houve diferença significativa na precisão dos resultados.
A Universidade de Kumamoto licenciou a tecnologia patenteada para a empresa Micronix Co., Ltd. O produto comercial, batizado de POTA, opera de forma autônoma com bateria ou conectado a um computador.
A inovação abre caminho para uso em agricultura inteligente, verificações imediatas de segurança da água e testes médicos no local de atendimento. O baixo custo e a portabilidade do dispositivo beneficiam especialmente regiões com infraestrutura laboratorial limitada.
O estudo completo está disponível na base científica internacional com o DOI 10.1016/j.sbsr.2026.100955. A pesquisa foi conduzida integralmente na Universidade de Kumamoto, instituição reconhecida pela miniaturização de instrumentos científicos.
Leia mais sobre o assunto na phys.org.
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