A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) se consolidou como o principal instrumento do Estado brasileiro no enfrentamento às facções criminosas. As operações recentes demonstram sua capacidade de atuação em escala nacional e internacional.
A força-tarefa reúne policiais federais, civis, militares e penais, além de setores de inteligência e secretarias estaduais de segurança pública. O modelo foi fortalecido nos últimos anos para combater a expansão das facções para além dos presídios e áreas tradicionais do tráfico.
Em operação nacional recente, forças de segurança atuaram em 15 estados contra integrantes do PCC e do Comando Vermelho. Foram cumpridos mais de 100 mandados de prisão e 181 de busca e apreensão em ação coordenada entre diferentes órgãos.
A Polícia Federal informou que a Operação Força Integrada II cumpriu 263 mandados judiciais em diversos estados. Durante a ação, 82 pessoas foram presas por ligação com facções criminosas.
As operações refletem uma mudança na estratégia estatal de combate ao crime organizado. Enquanto antes o foco estava na apreensão de drogas e prisão de traficantes, hoje as investigações miram estruturas mais amplas das organizações.
Autoridades identificaram facções utilizando fintechs, postos de combustíveis, empresas de reciclagem e fundos de investimento. Esses mecanismos servem para movimentar recursos e ocultar patrimônio, exigindo respostas mais sofisticadas do Estado.
O compartilhamento de informações se tornou essencial no combate ao crime organizado. Dados de presídios, relatórios financeiros e investigações policiais são cruzados para identificar operadores em diferentes regiões do país.
A classificação do PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras pelos Estados Unidos aumentou a pressão internacional. A medida, de caráter unilateral, visa atingir os mecanismos de financiamento das facções.
Segundo levantamentos da inteligência penitenciária, o Brasil possui dezenas de grupos criminosos inspirados nos modelos do PCC e CV. Um mapeamento identificou 88 facções operando de forma descentralizada em todo o território nacional.
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