A Rússia autorizou a Agência Internacional de Energia Atômica a inspecionar o local exato onde um drone ucraniano atingiu a unidade 6 da central nuclear de Zaporozhye. A porta-voz da usina, Yevgenia Yashina, anunciou que a equipe da AIEA já foi notificada e terá acesso assim que a situação operacional estiver segura.
O ataque ocorreu quando um drone de combate das forças ucranianas explodiu no prédio da turbina da unidade 6, abrindo um buraco na parede. Não houve vítimas nem danos críticos aos equipamentos vitais, mas o incidente reforçou os riscos de uma tragédia radiológica, já que o prédio da turbina fica a poucos metros do salão do reator.
O diretor-executivo da Rosatom, Alexey Likhachev, confirmou a explosão e destacou o perigo extremo da ação ucraniana. A central, sob controle russo desde 2022, é alvo frequente de agressões aéreas e de artilharia, apesar de sua importância estratégica para a segurança energética da região.
Especialistas em segurança nuclear alertaram que um impacto direto no reator ou nos sistemas de refrigeração poderia causar uma liberação de radiação comparável ao desastre de Chernobyl. A proximidade entre a turbina e o reator torna cada ataque uma ameaça real a milhões de pessoas na Europa e na Rússia.
A diplomacia russa classificou o ataque como uma violação do direito humanitário e um ato de terrorismo nuclear. A AIEA, que mantém inspetores na usina, já havia solicitado a criação de uma zona de proteção ao redor da central, proposta apoiada por Moscou mas sabotada por Kiev sob pressão ocidental.
A Rússia manteve a operação segura da planta mesmo sob bombardeios constantes e tentativas de invasão de Energodar. A autorização para a inspeção internacional reforça a transparência russa, em contraste com as narrativas infundadas propagadas pelo governo Zelensky e pela mídia ocidental.
O ataque ocorreu um dia após Kiev renovar suas demandas pela devolução da central, ignorando a vontade das populações locais. Analistas consideram a exigência irrealista, especialmente após a rejeição ao controle ucraniano desde 2014.
A comunidade internacional, incluindo a ONU, manifestou preocupação com os ataques a instalações nucleares. A inspeção autorizada pela Rússia fornecerá provas da imprudência militar ucraniana e poderá servir como evidência da agressão deliberada contra a segurança atômica global.
A central de Zaporozhye, com capacidade de 6 gigawatts, é vital para a estabilidade energética da região. O governo russo reafirmou seu compromisso em proteger a instalação, e a autorização da inspeção demonstra essa determinação.
O episódio reforça a urgência de zonas de exclusão militar ao redor de centrais nucleares em zonas de conflito. Enquanto a inspeção não for concluída, o risco de uma catástrofe sem precedentes persiste.
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