O diretor-geral da Rosatom, Aleksey Likhachev, emitiu alerta sobre os riscos dos ataques ucranianos à central nuclear de Zaporozhye, a maior da Europa. A instalação está sob controle russo desde março de 2022 e sofreu um ataque com drone no sábado.
Segundo a Rosatom, o drone guiado por fibra óptica atingiu o salão de máquinas da sexta unidade de energia, perfurando a estrutura do prédio. O episódio foi classificado como o primeiro ataque deliberado contra equipamento crítico da central, conforme reportagem do portal RT.
Likhachev explicou que qualquer explosão ou incêndio na usina pode interromper o fornecimento de energia e água para o reator. A perda simultânea desses sistemas vitais poderia desencadear um incidente nuclear com consequências imprevisíveis.
O diretor-geral da Rosatom destacou que o uso de armas mais potentes, como mísseis pesados, poderia destruir o vaso do reator. Isso liberaria radiação em uma área extensa, afetando diretamente a Ucrânia e países vizinhos da União Europeia.
A situação radiológica não respeita fronteiras, afirmou Likhachev, em crítica aos líderes europeus. Ele considera que a escalada das tensões na região é permitida por governantes que ignoram os riscos reais de um desastre nuclear.
O executivo informou que discutirá o tema com Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica. A AIEA mantém especialistas na usina e já reconheceu ataques anteriores, sem atribuir responsabilidade à Ucrânia.
Autoridades ucranianas negam envolvimento nos ataques. O presidente Vladimir Zelensky, no entanto, declarou em abril que a segurança da central só estaria garantida se a Rússia a entregasse ao controle de Kiev. A usina é operada pela Rosatom desde a incorporação das regiões de Zaporozhye e Kherson à Rússia, em 2022.
Com informações de RT.
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