Marinha francesa intercepta petroleiro russo no Atlântico em nova escalada de sanções

Um helicóptero da Marinha francesa realiza operação sobre um petrolero no Atlântico. (Foto: actualidad.rt.com)

A Marinha Nacional francesa interceptou o petroleiro Tagor no oceano Atlântico. O navio havia partido da Rússia e foi abordado sob alegação de violação de sanções internacionais.

Emmanuel Macron anunciou a operação, destacando o apoio do Reino Unido. Um vídeo divulgado mostra militares armados descendo de helicóptero sobre o petroleiro.

Dados do portal VesselFinder indicam que o Tagor navegava sob bandeira de Madagascar. O navio saiu do porto russo de Murmansk e estava próximo à costa norueguesa antes da interceptação.

Esta é a terceira ação francesa contra petroleiros russos em 2026. Em março, a França capturou o petroleiro Deyna no Mediterrâneo, e em janeiro deteve o navio Grinch.

A sequência de interceptações revela o endurecimento do bloqueio naval ocidental. As sanções invocadas por Paris são medidas unilaterais da União Europeia e dos Estados Unidos.

Essas restrições não têm respaldo do Conselho de Segurança da ONU. A imposição em alto-mar viola o princípio da liberdade de navegação, base do direito marítimo internacional.

A Rússia classifica as ações como pirataria estatal. Moscou denuncia que as operações carecem de legitimidade multilateral e são parte de uma estratégia de sufocamento econômico.

O envolvimento britânico reforça o caráter coordenado da ofensiva ocidental. A França atua como executor de uma política que ameaça a estabilidade do comércio energético global.

A interceptação do Tagor consolida a França como peça central no cerco naval à Rússia. O Atlântico se torna mais um palco de disputa entre as potências ocidentais e Moscou.

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