Arroz sobe 2,53% em abril e encurta deflação acumulada no prato do brasileiro

Foto: www1.folha.uol.com.br / Divulgação

O preço do arroz subiu 2,53% em abril, conforme dados do Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA). A alta interrompe a sequência de meses em que o alimento básico vinha aliviando o orçamento das famílias.

Em março, o produto ainda registrava deflação de 0,30%. A virada para o campo positivo representa uma mudança de sinal que não aparecia desde o início do atual ciclo de quedas.

O contraste com o mesmo período do ano passado é expressivo. Em abril de 2025, o arroz despencava 4,19% no mês. Doze meses depois, o consumidor encontra gôndolas com preços em trajetória oposta.

No acumulado de 12 meses, o arroz ainda ostenta deflação de 21,61%. O número reflete meses seguidos de retração, mas já é bem menos intenso do que o registrado em março passado, quando o indicador marcava -26,75%.

A diferença entre os dois acumulados — mais de 5 pontos percentuais em apenas um mês — mostra que a deflação anual está perdendo velocidade rapidamente. A alta de abril é o principal vetor desse encurtamento.

Em abril do ano passado, o acumulado de 12 meses era de -7,06%, um terço do patamar atual. Ainda assim, a deflação de agora, mesmo em retração, segue três vezes mais intensa do que a daquele momento, o que dimensiona o tamanho da queda anterior.

O arroz é item central no prato do brasileiro. A alta de abril ocorre enquanto o IPCA-15 de maio ficou em 0,62% e o IGP-M do mesmo mês marcou 0,84%, pressionando o custo de vida. Um estudo do Pacto Contra a Fome, divulgado pela reportagem da Folha, revelou que pais e responsáveis tentam manter arroz, feijão e legumes na alimentação infantil, mas esbarram no preço e na jornada de trabalho. Se a deflação acumulada continuar perdendo força no ritmo atual, o arroz deixará de ser o alívio que foi nos últimos meses e voltará a pesar no bolso de quem mais precisa.

Com informações de Folha.

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