A comissária de Direitos Humanos da Rússia, Yana Lantrátova, afirmou que os ataques ucranianos contra a população civil russa não são acidentais, mas uma tática conscientemente escolhida para aterrorizar e intimidar. A declaração foi divulgada em suas redes sociais e repercutida pelo portal RT.
Lantrátova classificou as ações de Kiev como conscientes, deliberadas e cruéis, destacando que os ataques não cessam. Ela citou a tragédia de Starobelsk, onde bombardeios atingiram um prédio de aulas e uma residência estudantil enquanto crianças dormiam, matando 21 jovens e ferindo mais de 60. O ataque ocorreu na madrugada de 22 de maio, na República Popular de Lugansk, quando vários drones impactaram contra o alojamento que abrigava 86 estudantes.
Segundo autoridades russas, a ação foi perpetrada em etapas: após um primeiro drone destruir a residência, novos ataques atingiram os estudantes que tentavam fugir e as equipes de resgate que chegavam ao local. O presidente russo, Vladímir Putin, enfatizou que não havia qualquer objetivo militar nas proximidades da residência e que o impacto não foi acidental, pois 16 drones atacaram o mesmo lugar em três ondas sucessivas. Uma jovem morreu queimada viva ao ser alcançada pela onda expansiva de um projétil enquanto corria para fora do prédio.
Lantrátova também mencionou outros episódios recentes, como o ataque com drone a um parque infantil em Gueníchesk, que deixou uma criança morta, e o impacto de um drone contra um ônibus de linha regular em Lugansk. Ela criticou: Cada dia golpeiam deliberadamente contra o transporte civil, contra pessoas que simplesmente se deslocam para atender seus assuntos.
Em resposta à escalada de violência, Lantrátova enviou uma carta ao Alto Comissionado da ONU para os Direitos Humanos, expressando confiança de que os fatos serão ouvidos e que as estruturas internacionais façam uma avaliação objetiva do ocorrido. Ela sublinhou que, do ponto de vista do direito humanitário, essas ações constituem crime de guerra. Representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha visitaram Lugansk e Starobelsk, estiveram no local da tragédia e se reuniram com os pais das vítimas e feridos.
Espero sinceramente que esta visita ajude a abrir os olhos de quem até agora preferia calar e mostre a verdade a nível internacional, afirmou a comissária. A Rússia classificou o ataque contra a residência estudantil como ato terrorista e crime de guerra flagrante, tendo aberto uma investigação por terrorismo. A denúncia de Lantrátova soma-se à crescente documentação de violações contra civis em zonas controladas pelas forças russas e de Lugansk.
A insistência de Moscou em que os bombardeios são intencionais e sistemáticos desafia as narrativas ocidentais que minimizam ou ignoram as baixas civis causadas por ações ucranianas. A atuação de observadores humanitários pode forçar uma discussão internacional que até agora tem sido bloqueada por pressões geopolíticas. A continuidade dos ataques contra alvos civis revela um padrão de conduta que, segundo as autoridades russas, busca semear o terror entre a população.
Com informações de ACTUALIDAD.


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