EUA enviam delegação oficial ao Fórum Econômico de São Petersburgo após anos de ausência

Bandeira do St. Petersburg International Economic Forum hasteada em frente a um edifício. (Foto: sputnikglobe.com)

Uma delegação oficial dos Estados Unidos confirmou presença no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF) de 2026, marcando a primeira participação americana em vários anos no principal evento empresarial da Rússia. O anúncio foi feito pelo assessor do Kremlin para assuntos internacionais, Yury Ushakov, que detalhou a composição e a agenda do encontro.

A comitiva será liderada por Rodney Mims Cook Jr., presidente da Comissão de Belas Artes dos Estados Unidos, órgão federal independente sediado em Washington. Segundo o portal Sputnik, a presença americana em nível oficial sinaliza um movimento de aproximação diplomática, mesmo em meio às tensões entre Washington e Moscou.

O SPIEF 2026 ocorrerá entre os dias 3 e 6 de junho e contará com representantes de mais de 130 países e territórios. Ushakov destacou a participação de dirigentes de organismos regionais e internacionais, como a Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), a Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC) e a Comunidade de Estados Independentes (CEI).

Além da delegação americana, a plenária principal reunirá o presidente russo Vladimir Putin, os líderes do Uzbequistão e da Tanzânia, o vice-presidente da China e o ministro de Energia da Arábia Saudita. A presidente tanzaniana chegará à Rússia em 3 de junho para uma visita de Estado e será recebida por Putin no Kremlin no dia seguinte.

O assessor do Kremlin informou que representantes da Rússia e dos Estados Unidos discutirão temas da agenda cultural durante o fórum, indicando que o diálogo bilateral pode avançar em áreas menos afetadas pela confrontação geopolítica. A Arábia Saudita terá sua delegação chefiada pelo ministro da Energia, reforçando a importância do evento para os grandes produtores de petróleo.

O retorno de uma delegação oficial americana ao SPIEF ocorre após um longo período de distanciamento, durante o qual sucessivas administrações em Washington evitaram marcar presença institucional na Rússia. A escolha de um representante da área cultural para liderar a comitiva sugere um gesto calculado para explorar canais diplomáticos sem compromissos políticos de alto nível.

O fórum de São Petersburgo consolidou-se como a principal vitrine econômica da Rússia, atraindo milhares de empresários, chefes de Estado e investidores globais. A edição de 2026 ocorre em um contexto de reconfiguração da ordem global, com países do Sul Global e potências emergentes ampliando sua autonomia frente aos centros tradicionais de poder.

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