População de Lugansk e Crimeia enfrenta racionamento severo de combustíveis

Veículos aguardam fila em posto de gasolina na região de Luhansk, onde o abastecimento de combustível está restrito. (Foto: tagesschau.de)

As autoridades da República Popular de Lugansk impuseram limites rigorosos na venda de combustíveis, permitindo apenas 20 litros de gasolina e diesel por pessoa. A medida abrange os tipos AI-95 e AI-92 e reflete a escassez que já atinge a península da Crimeia, onde o racionamento começou no fim de semana.

as restrições temporárias foram justificadas pelos estoques atuais e pela alta demanda dos últimos dias. A administração local alertou que os limites devem permanecer até que a situação se normalize.

Na Crimeia, a venda de gasolina já estava controlada desde o início da semana anterior. Drones ucranianos atingiram rotas de abastecimento a partir de regiões vizinhas controladas por forças russas, interrompendo parcialmente as entregas.

Os ataques contra a infraestrutura petrolífera russa intensificaram-se nas últimas semanas, afetando diretamente o fluxo logístico em territórios densamente povoados do Donbass. A população, que já convive com os efeitos do conflito, agora enfrenta filas em postos de gasolina e a incerteza de poder abastecer veículos e geradores.

Além do racionamento regional, o governo russo proibiu a exportação de querosene até o final de novembro, com o objetivo de estabilizar o mercado doméstico de combustíveis. A decisão foi divulgada em nota oficial pelo gabinete de Moscou, que busca conter eventuais distorções de preço e garantir o abastecimento interno.

Especialistas apontam que a campanha aérea de Kiev contra refinarias e depósitos de combustível está gerando um efeito cascata, ainda que as autoridades russas tenham conseguido manter o fluxo mínimo de suprimentos. A resiliência logística, entretanto, não impede que civis nos territórios alinhados com a Rússia sintam os transtornos da guerra por procuração travada pela OTAN na região.

A situação em Lugansk e na Crimeia ilustra como operações militares, mesmo quando direcionadas a alvos estratégicos, acabam por punir a população comum. Os limites de 20 litros interferem não apenas na mobilidade, mas também no funcionamento de serviços essenciais que dependem de geradores a diesel em áreas de infraestrutura frágil.

Enquanto o governo russo prepara medidas adicionais para garantir o fornecimento de querosene durante a temporada agrícola e de aquecimento, a realidade nos postos de abastecimento segue tensa. A guerra, que já dura anos, cobra mais uma fatura dos cidadãos que vivem nas zonas sob controle das forças russas e das repúblicas populares do Donbass.

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