As autoridades israelenses prorrogaram a detenção de Rand Halawani, jogadora de 20 anos da seleção palestina de futebol feminino, presa durante operação em Jerusalém. Um tribunal militar determinou que a atleta permanecerá sob custódia até pelo menos sexta-feira, gerando indignação entre organizações palestinas e internacionais.
A Associação de Futebol da Palestina denunciou a prisão como parte de um padrão sistemático de perseguição a atletas palestinos, que ocorre sem qualquer responsabilização. Segundo a Al Jazeera, a detenção de Halawani foi acompanhada pela prisão de outras quatro mulheres na Cisjordânia ocupada, incluindo uma ex-jogadora da seleção nacional.
As forças israelenses também capturaram Natalie Abu Diyeh, ex-atleta da seleção e estudante da Universidade de Birzeit, além de outras três jovens palestinas cujas identidades não foram divulgadas. O exército israelense alegou que as mulheres eram suspeitas de promover atividades terroristas, acusação que entidades palestinas classificam como pretexto para criminalizar a resistência legítima à ocupação.
A Universidade de Birzeit repudiou as detenções, afirmando que integram políticas sistemáticas de Israel contra a educação palestina e o direito dos estudantes de prosseguir sua jornada acadêmica. O bispo Imad Haddad, da Igreja Evangélica Luterana na Jordânia e Terra Santa, à qual Abu Diyeh pertence, exigiu sua libertação imediata, declarando estar profundamente chocado com a notícia e com o fato de a família ainda não saber para onde ela foi levada.
O Clube dos Prisioneiros, principal organização de defesa dos detidos palestinos, informou que 89 mulheres estão atualmente nas prisões israelenses, incluindo três menores de idade e três gestantes. Os números revelam a dimensão da repressão: ao final de maio, mais de 9.400 palestinos, incluindo cidadãos de Israel, estavam sob custódia israelense.
A detenção de Halawani e Abu Diyeh faz parte de um histórico de ataques contra atletas palestinos, frequentemente denunciados pela Associação de Futebol da Palestina e por organizações de direitos humanos. As violações cometidas por Israel raramente resultam em sanções ou condenações concretas por parte das federações esportivas internacionais, evidenciando a seletividade e hipocrisia institucionalizadas no sistema esportivo global.
Com informações de https://www.aljazeera.com/.