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Lula critica duramente tarifaço dos EUA e anuncia diversificação de mercados

0 Comentários🗣️🔥 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o Brasil buscará novos parceiros comerciais para reduzir os impactos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. A declaração ocorreu durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, após o Escritório do Representante Comercial dos EUA sugerir a taxação de 25% sobre parte das importações […]

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Presidente Lula discursa em reunião ministerial no Palácio do Planalto, com ministros aplaudindo. (Foto: operamundi.uol.com.b
Presidente Lula discursa em reunião ministerial no Palácio do Planalto, com ministros aplaudindo. (Foto: operamundi.uol.com.br)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o Brasil buscará novos parceiros comerciais para reduzir os impactos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. A declaração ocorreu durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, após o Escritório do Representante Comercial dos EUA sugerir a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras.

Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando, afirmou Lula aos ministros. O presidente também reforçou que o país não adotará mais a política do vira-lata diante das grandes potências e destacou que o Brasil é uma nação democrática e soberana.

a medida americana ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras para o mercado norte-americano. O relatório do USTR resulta de uma investigação iniciada há um ano contra supostas práticas desleais do Brasil no comércio bilateral.

Entre as justificativas apresentadas, o documento acusa o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix, de prejudicar empresas americanas de pagamento eletrônico, como MasterCard, Visa e WhatsApp Pay. O governo brasileiro e as empresas afetadas terão até 15 de julho para se manifestar sobre o relatório final, prazo após o qual os EUA poderão adotar medidas corretivas.

Lula revelou ter sido surpreendido pela decisão, pois havia negociado diretamente com o presidente Joe Biden um prazo de 30 dias para um acordo. Na reunião recente na Casa Branca, o presidente brasileiro apresentou documentos comprovando que os EUA acumularam um superávit de US$ 415 bilhões no comércio com o Brasil nos últimos 15 anos.

O presidente também confirmou sua participação na reunião do G7 na França, para onde foi convidado por Emmanuel Macron. Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, afirmou Lula.

Para o mandatário, a postura americana é insensata e enfraquece as instituições internacionais. Lula defendeu o fortalecimento da ONU e a reforma do seu Conselho de Segurança como caminho para reequilibrar a governança global.

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