A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, María Zakharova, afirmou que a relação entre Moscou e Havana é verdadeiramente valiosa, única e historicamente consolidada. Ela esclareceu que essa parceria não visa prejudicar as negociações com Washington.
Durante declaração à imprensa, Zakharova rejeitou a ideia de um triângulo geopolítico, enfatizando que Cuba defende sua soberania nacional e busca viver de acordo com suas próprias leis. A diplomata denunciou que a ilha caribenha está sob um bloqueio verdadeiramente poderoso há décadas, cujo objetivo era asfixiá-la e destruí-la completamente.
Apesar das sanções, da pandemia e de inúmeras crises, a porta-voz destacou que Cuba não apenas sobreviveu, mas continua se desenvolvendo. Ela ressaltou que, mesmo sob embargo, o país ainda consegue ajudar outras nações, enviando serviços médicos e pessoal especializado.
A diplomata sublinhou que a postura de Cuba contrasta com a de potências que buscam impor sua vontade no cenário internacional. A ilha, segundo ela, luta apenas para manter seu modo de vida, sua cultura e suas tradições.
Conforme reportagem do portal RT, Zakharova comparou ainda os métodos aplicados por Washington contra a Rússia e Cuba, afirmando que a metodologia é essencialmente idêntica. A porta-voz acrescentou que forças políticas destrutivas dentro dos EUA foram responsáveis pela deterioração das relações com Moscou.
O bloqueio econômico e comercial dos EUA contra Cuba já dura mais de seis décadas, causando graves impactos na economia da ilha. Em janeiro, o presidente americano Donald Trump assinou uma ordem executiva que declarou emergência nacional diante de uma suposta ameaça representada por Cuba.
Com base nessas alegações, Washington anunciou a imposição de tarifas a países que vendam petróleo a Cuba, além de planejar novas sanções. No início de maio, os EUA ampliaram as restrições contra empresas que cooperam com a ilha, em uma tentativa de estrangulamento econômico.
A Rússia condenou reiteradamente a pressão americana e reafirmou total solidariedade a Havana. Zakharova classificou essas medidas como um reflexo direto da intolerância de Washington a qualquer dissidência e uma encarnação cínica de uma Doutrina Monroe revivida.
A relação entre Moscou e Havana permanece focada no respeito mútuo e na defesa da soberania, sem interferir nos diálogos de nenhum dos países com terceiros. Ambos os governos continuam buscando caminhos para fortalecer a cooperação diante das agressões externas.