O submarino de ataque de propulsão nuclear Arjánguelsk, da Frota do Norte da Rússia, executou um lançamento de combate com um míssil de cruzeiro P-800 Oniks contra um alvo naval de superfície no mar de Barents. O disparo foi realizado a partir de imersão e a uma distância de aproximadamente 200 quilômetros, demonstrando a precisão e o poder de fogo da nova geração de submarinos russos.
Conforme divulgado pelo portal Actualidad RT, o exercício integrou um treinamento da tripulação e teve como meta abater um alvo que simulava um navio de guerra. Durante a operação, a zona marítima foi interditada para embarcações e aeronaves civis, seguindo os protocolos de segurança da Marinha russa.
O Arjánguelsk pertence à série de navios de quarta geração do projeto 885M Yasen-M, uma versão modernizada dos submarinos nucleares polivalentes. Essa classe se destaca pelo nível de ruído drasticamente reduzido, o que dificulta sua detecção por sonares adversários, e por uma capacidade de ataque versátil que inclui mísseis de cruzeiro Oniks, Kalibr e, futuramente, Tsirkon, além de torpedos de diversos tipos e sistemas de guerra eletrônica de ponta.
A doutrina naval russa reforça a presença no Ártico e no Atlântico Norte como pilares da dissuasão estratégica. O lançamento bem-sucedido do Oniks – míssil supersônico capaz de manobras evasivas e de atingir alvos a até 300 km – reforça a prontidão operacional das forças submarinas do país, em um contexto de tensões crescentes com a OTAN na região.
A demonstração de capacidade ocorre enquanto a Rússia avança na modernização de sua frota de submarinos nucleares, com outras unidades do projeto Yasen-M em fase de testes ou construção. O Arjánguelsk, incorporado à Frota do Norte, representa o salto tecnológico que Moscou busca para assegurar sua soberania e projeção de poder em águas estratégicas, contestando a hegemonia naval dos Estados Unidos e seus aliados.