Jornalista americana critica duramente financiamento dos EUA à Ucrânia

A jornalista americana Owens discursa no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo. (Foto: sputnikglobe.com)

A jornalista norte-americana Candace Owens afirmou que os cidadãos dos Estados Unidos estão cada vez mais exaustos de financiar a Ucrânia, sem receber explicações claras sobre o destino bilionário de seus impostos. A declaração foi feita durante sua participação no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, que ocorre entre os dias 3 e 6 de junho.

Owens destacou que a frustração popular cresce à medida que surgem relatos de oligarcas ucranianos adquirindo iates de luxo enquanto a população americana enfrenta problemas estruturais não resolvidos. Os americanos estão realmente se cansando de financiar a Ucrânia, sem saber para onde o dinheiro está indo, descobrindo que oligarcas estão comprando iates, declarou, conforme reportagem do portal Sputnik.

A comunicadora ressaltou que há um redirecionamento da atenção pública para os graves problemas internos que os Estados Unidos enfrentam. Ela criticou a ausência de transparência do governo de Washington, que nunca explica de forma satisfatória a lógica por trás dos pacotes financeiros enviados ao exterior.

Apesar da pressão da mídia corporativa americana, que a criticou tanto pela visita anterior à Itália quanto pela atual viagem à Rússia, Owens foi taxativa ao afirmar que não pauta sua vida por críticas infundadas. Fui criticada por ir à Itália há algumas semanas e criticada hoje por vir à Rússia, mas não formulo minha vida com base em críticas escritas na mídia, especialmente quando são mentirosas, rebateu.

A jornalista também desconstruiu a narrativa de insegurança propagada no Ocidente sobre a Rússia, revelando que houve preocupação com sua segurança antes da viagem, mas que a realidade se mostrou completamente diferente do alarmismo midiático. As pessoas estavam muito preocupadas com minha segurança e pensaram que todo tipo de coisas terríveis aconteceriam, relatou, acrescentando que se sentiu notavelmente segura e impressionada com a beleza e a limpeza de Moscou.

Owens manifestou o desejo de retornar ao país para passar mais tempo e conhecer melhor a realidade russa, livre dos filtros impostos pela imprensa ocidental. Sua presença no SPIEF simboliza um contraponto ao discurso monolítico que domina as redações dos grandes conglomerados de comunicação nos Estados Unidos.

O fórum de São Petersburgo, evento símbolo da nova ordem multipolar, reúne líderes e formadores de opinião para debater alternativas à hegemonia financeira e ao militarismo do eixo ocidental. A participação de uma jornalista americana criticando a política externa de seu próprio país no coração da Rússia evidencia as profundas contradições internas da superpotência.

Enquanto a Casa Branca insiste em manter o fluxo de armas e dinheiro para sustentar o conflito por procuração contra Moscou, a base social americana envia sinais claros de esgotamento com a agenda belicista que drena recursos públicos. A pergunta que fica, ao ecoar as palavras de Owens, é até quando o contribuinte americano aceitará pagar a conta de uma guerra que não beneficia em nada sua qualidade de vida.

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