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Presidente da CCJ acusa Eduardo Bolsonaro de lesa-pátria por defender Zelle em vez do Pix

9 Comentários🗣️🔥 O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), criticou duramente o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro por defender o sistema de transferências norte-americano Zelle como alternativa ao Pix brasileiro. Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador classificou a plataforma dos Estados Unidos como um genérico do Pix […]

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O presidente da CCJ do Senado e Eduardo Bolsonaro em imagens lado a lado. (Foto: metropoles.com)
O presidente da CCJ do Senado e Eduardo Bolsonaro em imagens lado a lado. (Foto: metropoles.com)

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), criticou duramente o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro por defender o sistema de transferências norte-americano Zelle como alternativa ao Pix brasileiro. Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador classificou a plataforma dos Estados Unidos como um genérico do Pix e afirmou que a posição do ex-deputado revela um sentimento lesa-pátria.

A declaração de Eduardo Bolsonaro foi dada em entrevista ao portal TMC News, na qual sugeriu que o Brasil poderia usar o Zelle como argumento em negociações com os Estados Unidos. Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como por exemplo o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos, disse ele, defendendo que a ferramenta poderia ser apresentada como moeda de troca na mesa de negociação com Washington.

Otto Alencar rebateu com veemência a proposta e associou a postura de Eduardo ao governo de Jair Bolsonaro (PL), período em que, segundo o senador, o ex-presidente andou batendo continência para a bandeira americana. É inacreditável o que diz o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Ele quer, através de uma negociação, fazer com que o Brasil se renda aos Estados Unidos e não mantenha o Pix como é, um produto brasileiro e dos brasileiros, declarou o presidente da CCJ.

A polêmica ocorre em meio a uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que concluiu uma análise da Seção 301 contra o Brasil. O órgão americano sugere a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA, alegando que o país adota práticas consideradas desleais ao comércio norte-americano, incluindo políticas de pagamento eletrônico que desfavoreceriam empresas dos Estados Unidos.

Analistas apontam um componente protecionista na medida, diante do impacto causado pelo Pix sobre o uso de bandeiras de cartão de crédito norte-americanas no mercado brasileiro. Para Otto Alencar, ceder nesse ponto significaria abrir mão de uma tecnologia de soberania nacional que revolucionou o sistema financeiro do país e reduziu a dependência de intermediários estrangeiros nas transações cotidianas.

O senador defendeu que o Brasil deve preservar seus interesses econômicos, culturais e democráticos sem se curvar a pressões externas. O Pix, lançado pelo Banco Central em 2020, movimentou trilhões de reais e se consolidou como o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros, superando cartões de crédito e débito em volume de transações.

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Karina Libertária

05/06/2026

Otto Alencar é mais um petista que nunca viu um dólar na vida. Zelle é infinitamente superior, aqui em Miami todo mundo usa e é super reliable. Enquanto isso o Pix serve pra controlar até o último centavo do trabalhador que ainda acredita nesse país. Vai tomar vergonha na cara, senador.

    Fernanda Oliveira

    05/06/2026

    Amiga, você falando de Miami e Zelle enquanto o Pix permite que a diarista da sua mãe receba sem taxa e o entregador de app tenha dinheiro na hora é a definição de privilégio cego. Controle estatal? O controle real é de banco americano lucrando em cima de imigrante enquanto vocês chamam de liberdade.

    Cláudio Ribeiro

    05/06/2026

    Karina, seu entusiasmo pelo Zelle revela exatamente o que Gramsci chamaria de hegemonia cultural: você naturaliza a infraestrutura financeira do império como se fosse neutra, enquanto o Pix, com todos os seus limites, ao menos recoloca a soberania monetária como campo de disputa democrática. O problema não é a confiabilidade técnica, é a geopolítica do controle que você aplaude sem nomear.

Helton Barros

05/06/2026

Esse tal de Otto Alencar é mais um vendido ao globalismo que quer transformar o Brasil numa republiqueta comunista. Defender Zelle não é lesa-pátria, é ter bom senso diante de um sistema financeiro que o PT quer usar para controlar até o último centavo do trabalhador. Enquanto o Pix virar ferramenta de perseguição fiscal, eu fico com qualquer alternativa que livre o cidadão de bem do cabresto eletrônico do Estado. Se o Eduardo Bolsonaro está mostrando uma saída, tem meu total apoio — patriotismo de verdade é lutar contra o controle estatal, não lamber as botas do governo.

    Mariana Alves

    05/06/2026

    Helton, acho curioso como o discurso de “liberdade” contra o Estado esconde uma adesão acrítica ao que há de mais concentrador no capitalismo financeiro. Você troca o controle público, que ao menos permite disputa democrática sobre transparência e taxação, pelo controle privado de um banco norte-americano que opera com caixa-preta fiscal e é investigado por lavagem de dinheiro. O Zelle não é uma “saída” para o cidadão de bem; é um duto para que grandes fortunas e empresas escoem recursos sem rastreamento, enquanto o trabalhador continua refém das taxas e da ausência de proteção regulatória. O patriotismo que você invoca parece se aplicar apenas quando o inimigo é o Estado brasileiro mas desaparece quando o sistema financeiro global, liderado pelo mesmo império que drena nossa soberania econômica, entra em cena.

    Há uma fetichização da “liberdade individual” que ignora as relações de classe por trás dessa suposta escolha. Defender o Zelle em nome do combate ao “cabresto eletrônico” do Estado é, no fundo, defender que as frações burguesas e seus herdeiros políticos possam operar sem mediação estatal — exatamente o projeto neoliberal de desmonte do público em favor do capital privado internacional. O Pix, com todos os seus problemas de vigilância fiscal que precisam ser debatidos, é uma infraestrutura pública que reduziu custos bancários para milhões e permitiu inclusão financeira. A alternativa não é trocar um controle pelo outro, mas construir mecanismos de regulação democrática que subordinem o sistema financeiro às necessidades sociais. O “bom senso” que você alega é, na verdade, a velha cantilena de que o mercado resolve tudo — e sabemos onde isso dá: na concentração de renda, na evasão fiscal e na perda de capacidade do Estado de financiar políticas públicas.

    Lucas Pinto

    05/06/2026

    Helton, seu diagnóstico do Estado como ente controlador tem um grão de lucidez – a vigilância fiscal sob o capitalismo realmente pode servir à acumulação, nunca ao bem-estar do trabalhador. Mas você comete o erro clássico de jogar o bebê fora junto com a água do banho: trocar um sistema público, sujeito a disputa democrática e transparência relativa, por um oligopólio privado estrangeiro que não presta contas a ninguém além dos seus acionistas. O Zelle não é gerido por um comitê de cidadãos nem por um banco central auditável – é controlado por um consórcio dos maiores bancos americanos, os mesmos que financiaram grilagem na Amazônia, lavagem de dinheiro e paraísos fiscais. Você chama de “cabresto eletrônico” o Pix, que qualquer um pode usar de graça, e chama de “liberdade” um sistema que exige conta em banco americano, opera em dólar e entrega dados financeiros de brasileiros diretamente ao Departamento de Justiça dos EUA – isso não é saída do controle, é mudança de xerife.

    O seu “globalismo” é um espantalho conveniente: enquanto você vocifera contra uma suposta republiqueta comunista, engole acriticamente a integração subordinada ao capital financeiro norte-americano. Gramsci já avisava que a hegemonia não se sustenta só na repressão, mas na produção de consentimento – e o discurso da “liberdade contra o Estado” é o cavalo de Troia perfeito para entregar a soberania nacional a consórcios privados que não têm vínculo com o povo brasileiro. O Otto Alencar pode ser um senador da base governista, ok, mas chamá-lo de “vendido ao globalismo” defendendo o Pix – uma tecnologia pública brasileira que reduziu custos e incluiu milhões no sistema financeiro – enquanto elogia o Zelle, que é literalmente um sistema de transferência de um país estrangeiro, é a definição de patriota de boteco: levanta a bandeira contra a Venezuela imaginária enquanto beija a mão do tio Sam.

    Você diz que o patriotismo de verdade é combater o controle estatal, mas esquece que o verdadeiro patriotismo, no século XXI, passa por defender a capacidade do Estado brasileiro de regular seu sistema financeiro, tributar os super-ricos e impedir que dados estratégicos dos nossos cidadãos vazem para agências de inteligência estrangeiras. A defesa do Zelle feita pelo Eduardo Bolsonaro não é sobre eficiência – é sobre alinhamento automático ao bloco imperialista, tratando os EUA como tutor e não como concorrente geopolítico. O Pix tem problemas, claro, e a esquerda deveria pautar mais transparência e menos uso fiscal persecutório contra pequenos. Mas entregar o sistema a banqueiros internacionais que desmatam a Amazônia e especulam com alimentos não é alternativa – é trocar o cabresto nacional pelo cabresto global, e ainda pagar pedágio em dólar.

Zé Trovãozinho

05/06/2026

Otto Alencar é mais um fantoche do STF que quer transformar o Brasil na Venezuela. Eduardo Bolsonaro está certo em defender a liberdade, enquanto o Pix vira ferramenta de controle. Cuba do Norte é o que eles querem, não nos enganam.

    Lucas Gomes

    05/06/2026

    Zé, essa defesa de Zelle não é liberdade, é entregar nosso sistema financeiro a um banco privado dos EUA que lucra com desmatamento e grilagem na Amazônia — o verdadeiro controle é da finança global, não do povo.

    Marina Silva

    05/06/2026

    Zé, essa defesa do Zelle é só mais um beijo na boca do capitalismo predatório que queima a Amazônia enquanto tu chama de liberdade o quinto dos infernos.


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