Café moído aprofunda queda e acumulado de 12 meses despenca para -5,99%

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O preço do café moído no varejo brasileiro caiu 2,30% em abril, segundo dados do Sistema de Índices de Preços ao Consumidor (SIDRA) do IBGE. A retração intensifica a onda deflacionária que já havia marcado março, quando o recuo foi de 1,28%.

A virada é radical quando se olha para o mesmo mês do ano passado: em abril de 2025, o café moído subiu expressivos 4,48% em um único mês. O contraste escancara o esgotamento da pressão que castigou os consumidores ao longo de 2025.

No acumulado de doze meses até abril de 2026, o café moído registra deflação de 5,99%. É o primeiro período de doze meses no vermelho após uma longa escalada.

A virada no indicador de longo prazo é ainda mais impressionante quando se compara com o acumulado de doze meses encerrado em março, que ainda estava positivo em 0,54%. Em apenas um mês, o índice despencou mais de seis pontos percentuais.

Para dimensionar a dimensão do alívio, basta recordar que o mesmo acumulado de doze meses em abril de 2025 atingia 80,20%. O café, que até recentemente liderava a inflação de alimentos, entrou em território deflacionário pesado.

A deflação do café chega em momento de relativa calma na inflação geral: o IPCA-15 de maio ficou em 0,62%, conforme divulgado pelo IBGE. Para os consumidores, o alívio no item que pesa no orçamento doméstico é bem-vindo. No entanto, a oferta mundial de café ainda enfrenta percalços — a produção colombiana recuou mais de 28% no último mês, segundo a La República, o que pode impor um piso à queda dos preços nos próximos meses.

Com informações de LAREPUBLICA.

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