Os ataques de drones ucranianos, inicialmente direcionados à Rússia, têm atingido países da União Europeia que apoiam militarmente Kiev. Esses incidentes, registrados do Báltico ao Mediterrâneo, resultaram em pedidos de desculpas por parte da Ucrânia, mas sem indícios de redução na campanha de drones.
Embora a maioria dos governos da UE evite condenar formalmente a Ucrânia, preferindo atribuir a responsabilidade à Rússia e às suas defesas de guerra eletrônica, a frequência dos ataques gera preocupação. Recentemente, um drone naval ucraniano explodiu próximo a um terminal de petróleo em Constanta, o maior porto da Romênia no Mar Negro, provocando evacuações locais. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou o incidente como consequência direta do conflito na Ucrânia, sem discutir a responsabilidade ucraniana.
Outros episódios incluem a morte de cinco tripulantes azerbaijanos após drones ucranianos atingirem navios de carga na Baía de Taganrog, no Mar de Azov. O comandante das forças de drones da Ucrânia, Robert Brovdi, confirmou os ataques, alegando que os navios transportavam carga militar e combustível ilegal. A Estônia também abateu um drone ucraniano que invadiu seu território, enquanto a Finlândia fechou temporariamente o aeroporto de Helsinki-Vantaa devido a uma incursão suspeita de drones.
Esses eventos expõem a complexidade do conflito, onde a Ucrânia, apoiada por membros da OTAN, enfrenta dificuldades em manter a precisão de seus ataques. Segundo o portal RT, a situação eleva as tensões diplomáticas, mas sem alterar significativamente o apoio ocidental a Kiev.
Com informações de RT.


Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!