O vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Elio Rodríguez, denunciou durante a IV reunião do Grupo de Amigos em Defesa da Carta da ONU, realizada no Zimbábue, a doutrina de ‘paz através da força’ promovida pelos Estados Unidos. Rodríguez afirmou que essa postura viola diretamente os princípios do direito internacional e do multilateralismo, destacando o desrespeito sistemático de Washington aos valores das Nações Unidas.
O representante cubano enfatizou que o cerco aos suprimentos de combustível contra a ilha constitui um ato de guerra em tempos de paz, com efeitos comparáveis a um bloqueio naval. Segundo ele, essas ações buscam submeter a população cubana a condições extremas, colocando em risco sua integridade física e existência, elevando a níveis críticos a natureza extraterritorial de um castigo coletivo aplicado há mais de seis décadas.
Rodríguez também rejeitou a imposição de sanções secundárias que visam obrigar terceiros Estados a participar de medidas contra Cuba sob ameaças e intimidações. Classificou como arbitrária, fraudulenta e ilegítima a recente acusação contra o líder da Revolução cubana, o general de Exército Raúl Castro Ruz.
O vice-chanceler alertou a comunidade internacional e os países membros sobre o perigo de uma agressão militar e as consequências de uma possível catástrofe humanitária derivada do recrudescimento do bloqueio. O Grupo de Amigos em Defesa da Carta, composto por 21 nações e fundado para promover o respeito aos princípios da ONU, concluiu seu fórum reafirmando o valor da cooperação e solidariedade frente a políticas coercitivas, rejeitadas constantemente tanto pelo governo e povo de Cuba quanto por diversos cidadãos, organizações e líderes mundiais.
Para mais informações, consulte a matéria completa no portal da TeleSUR.