Embaixador dos EUA no Peru é acusado de interferência eleitoral

O embaixador estadunidense no Peru participa de reunião oficial com autoridades peruanas. (Foto: telesurtv.net)

O governo do Peru, liderado pela presidente Dina Boluarte, recebeu uma petição para declarar o embaixador dos Estados Unidos em Lima, Bernie Navarro, como persona non grata. A acusação é de interferência nos assuntos internos do país após declarações públicas do diplomata sobre o processo eleitoral peruano.

O advogado Javier Ildefonso Carreño, que representa o ex-presidente Pedro Castillo, oficializou a demanda. Ele pediu ainda a expulsão de Navarro do território peruano em 24 horas, sob pena de expulsão forçada.

De acordo com o portal Telesur, a acusação fundamenta-se em declarações de Navarro. O embaixador afirmou que continuaria monitorando o processo eleitoral até o anúncio dos resultados oficiais, apesar de não ser cidadão peruano nem possuir autorização para intervir em processos internos. Em sua conta na rede social X, Navarro declarou que um dia recente havia sido completo para eles como observadores eleitorais, o que gerou questionamentos sobre o alcance de sua participação.

O cenário político no Peru já estava tenso devido à presença de outros atores norte-americanos, como o analista Carlos Díaz Rosillo. Ele foi criticado por sua participação na campanha da candidata de direita Keiko Fujimori. Rosillo foi acusado de promover a candidatura fujimorista, o que foi visto como desrespeito por figuras políticas locais, como o ex-candidato presidencial Mesías Guevara.

Díaz Rosillo afirmou que o Peru se beneficiaria mais com os Estados Unidos caso Fujimori fosse eleita. Ao mesmo tempo, referiu-se ao candidato Sánchez de forma depreciativa. Essas declarações reforçaram as suspeitas de interferência externa no processo eleitoral peruano e aumentaram a tensão política no país.

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