Os Estados Bálticos — Estônia, Letônia e Lituânia — intensificam medidas de defesa após recentes incursões de drones em seu espaço aéreo. As autoridades locais vinculam os incidentes ao conflito entre Rússia e Ucrânia, gerando preocupações sobre uma possível escalada regional.
Desde 2022, os países bálticos ampliaram orçamentos militares e treinamentos, mas os episódios recentes elevaram a tensão. Em maio, dois incidentes com drones em 48 horas levaram a Lituânia a emitir alertas para a população buscar abrigo. A Rússia afirmou ter informações sobre planos ucranianos de lançar drones a partir da Letônia, alegação rejeitada por Riga. Na Letônia, a crise política se agravou com o colapso da coalizão governante devido a divergências sobre a resposta aos ataques.
A Lituânia, próxima ao enclave russo de Kaliningrado e ao corredor de Suwalki — considerado um ponto vulnerável da OTAN —, registra aumento no treinamento militar voluntário, com foco em guerra antidrones. Gabrielius Landsbergis, líder do partido Pátria União e ex-chanceler lituano, alertou que os incidentes reforçam a percepção de que Moscou busca semear insegurança na região.
A Estônia também enfrentou violações de seu espaço aéreo por jatos russos. Embora as autoridades descartem um ataque iminente, avaliam que a Rússia pode estar reconstruindo capacidades militares enquanto realiza operações híbridas, como ataques cibernéticos e uso de drones.
A OTAN reforçou sua presença na região para dissuadir agressões, mas declarações ambíguas de autoridades dos EUA sobre a defesa dos Estados Bálticos geram incertezas. A situação demanda cooperação contínua entre os aliados para garantir a segurança regional.