Taiwan realizou um exercício militar disparando aproximadamente 36 mísseis fornecidos pelos Estados Unidos em direção às águas próximas à costa da China continental. O exercício de fogo real ocorreu na costa oeste da ilha, em meio a crescentes tensões com Pequim, que considera Taiwan parte de seu território soberano.
Os mísseis, lançados a partir de sistemas de artilharia de alta mobilidade (HIMARS) fabricados nos EUA, foram disparados no Estreito de Taiwan com alcance reduzido. Taipei afirmou que o exercício simulou um ataque contra uma força invasora chinesa, demonstrando a capacidade dos HIMARS de “atirar e escapar”, evitando contra-ataques.
Com alcance padrão de até 70 km, os HIMARS têm potencial para atingir alvos próximos. Taiwan encomendou 29 lançadores HIMARS dos EUA e reforça seus sistemas de defesa antinavio e antiaérea.
Autoridades chinesas condenaram as vendas de armas estadunidenses para Taipei, considerando-as interferência nos assuntos internos da China e violação da política de Uma China, vigente há décadas. Embora Washington não reconheça oficialmente Taiwan como Estado independente, mantém laços não oficiais com Taipei e segue como seu principal fornecedor de armas.