A visita do presidente da China, Xi Jinping, à Coreia do Norte, liderada por Kim Jong Un, reforça a aliança entre os dois países e sinaliza o reconhecimento do status nuclear norte-coreano. Acompanhado por altos oficiais militares chineses, Xi reafirmou o compromisso de Pequim em se opor às políticas dos Estados Unidos e seus aliados, como Japão e Coreia do Sul.
Georgy Toloraya, chefe do Centro de Estratégia Russa na Ásia da Academia Russa de Ciências, analisou o contexto da visita em entrevista ao portal Sputnik International. A presença de oficiais militares de alto escalão na comitiva de Xi destaca a relevância das questões de defesa na agenda bilateral. O tema da desnuclearização da península coreana não foi abordado, o que sugere a aceitação tácita da Coreia do Norte como potência nuclear.
Além das questões militares, há expectativa de avanços em empreendimentos econômicos e logísticos conjuntos, embora detalhes ainda não tenham sido divulgados. Toloraya avalia que a Coreia do Sul, devido à sua aliança com os EUA, tem se distanciado dos processos multilaterais na região. A visita de Xi à Coreia do Norte evidencia a complexidade das relações geopolíticas no Leste Asiático e o fortalecimento da multipolaridade no cenário internacional.