Açúcar demerara acumula queda de 8,32% em 12 meses, mas deflação perde intensidade

Foto: news.google.com / Divulgação

O preço do açúcar demerara recuou 0,61% em maio, conforme dados do Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA). É o segundo mês seguido de deflação para o produto, que integra a cesta de consumo das famílias brasileiras.

A queda foi mais intensa que a registrada em abril, quando o recuo havia sido de 0,28%. O movimento reforça a tendência de alívio no bolso do consumidor, embora em ritmo menos acelerado do que em outros momentos do ano.

Há exatamente um ano, o cenário era bem diferente. Em maio de 2025, a deflação mensal do açúcar demerara havia atingido 4,38%, uma baixa muito mais expressiva que a atual, influenciada por condições de safra e oferta global.

Com o resultado, o produto acumula deflação de 8,32% nos últimos 12 meses. O número, embora ainda bastante negativo, mostra uma perda de fôlego em relação aos 11,79% de queda acumulada registrados até abril.

A comparação com o mesmo período do ano passado escancara a virada de sinal. Em maio de 2025, o acumulado de 12 meses era de alta de 2,80%. Agora, o consumidor encontra o açúcar bem mais barato do que encontrava um ano atrás.

O comportamento reflete a ampliação da safra de cana e a oferta elevada de etanol, que também ajudam a segurar os preços dos combustíveis, como apontou o IBGE na divulgação do IPCA. Enquanto alimentos e energia elétrica pressionam o orçamento, o açúcar demerara segue como um dos poucos itens que oferecem alívio consistente na prateleira.

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