Energia elétrica residencial dispara 3,67% em maio e pressiona orçamento das famílias

Foto: news.google.com / Divulgação

A conta de luz residencial subiu 3,67% em maio, revelando-se um dos principais vilões do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês, conforme apurou a fonte original. O avanço foi o principal impacto individual sobre o índice geral, refletindo reajustes tarifários em diversas capitais e a volta da bandeira amarela.

O salto de maio representa uma forte aceleração frente a abril, quando a energia elétrica havia subido apenas 0,72%. Em um único mês, o ritmo de alta quintuplicou, surpreendendo consumidores que esperavam algum alívio após um início de ano menos pressionado.

Em relação a maio do ano passado, quando a variação foi de 3,62%, o índice permanece teimosamente no mesmo patamar elevado. A repetição do choque tarifário no mesmo mês sugere um componente sazonal de reajustes autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica, mas não diminui o aperto no bolso.

O estrago maior aparece no horizonte de 12 meses. O acumulado da energia elétrica residencial chegou a 10,32% até maio, valor que supera por larga margem a inflação oficial de 4,72% no mesmo período. No mês anterior, o acumulado estava em 10,27%, mostrando que a tendência segue em aceleração gradual e persistente.

A comparação anual do acumulado de 12 meses é ainda mais dura: em maio de 2025, o índice em 12 meses era de apenas 3,38%. O salto para os atuais 10,32% significa que a energia triplicou seu ritmo de encarecimento no período, impondo um custo estrutural muito mais pesado às famílias.

Com o IPCA de maio em 0,58% puxado por alimentos e luz, a trava no orçamento doméstico se aperta dos dois lados. Enquanto a batata e o tomate pesam na feira, a bandeira amarela acende um sinal de alerta que tende a se agravar nos meses de inverno, quando o consumo residencial aumenta e os reservatórios entram em sua temporada mais crítica.

Com informações de fonte original.

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