Tomate explode 20,62% em maio e acumulado de 12 meses reverte para alta de 28,56%

Foto: news.google.com / Divulgação

O preço do tomate disparou 20,62% em maio, conforme os dados do Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) compilados pelo O Cafezinho. O salto foi mais de três vezes maior que os 6,13% registrados em abril, indicando um agravamento súbito na pressão de custos do produto hortícola.

Há um ano, o cenário era o oposto. Em maio de 2025, o tomate ficava 13,52% mais barato, refletindo uma safra abundante. A reversão em 2026 liquida qualquer alívio acumulado no período e expõe a volatilidade que a cadeia de abastecimento imprime ao bolso do consumidor.

O estrago no acumulado de 12 meses é eloquente. O indicador saltou de uma queda de 7,83% em abril para uma alta de 28,56% em maio. Em um único mês, a inflação do tomate no horizonte anual mudou de sinal e ganhou tração de mais de 36 pontos percentuais.

A comparação com o mesmo mês do ano passado reforça a guinada. Em maio de 2025, o acumulado de 12 meses estava em queda de 11,07%. Agora, o índice de 28,56% confirma que a hortaliça deixou de ser um vetor de descompressão para se tornar um dos combustíveis mais potentes da inflação da cesta básica.

O tomate não agiu sozinho. A batata, as carnes e a cebola também pressionaram e, segundo o IBGE, responderam juntos por metade do aumento do IPCA no mês, que fechou em 0,58%. O efeito sobre o prato do brasileiro é imediato, especialmente para as famílias de menor renda, que gastam proporção maior da renda com alimentos in natura.

A escalada acende um sinal amarelo para a política econômica, já que o acumulado de 12 meses do IPCA voltou a furar o teto da meta após sete meses. Com a safra de inverno ainda incerta e o clima árido pressionando os preços dos hortifrútis, o tomate se consolida como um termômetro de que a carestia nos alimentos está longe de dar trégua.

Redação:
Related Post

Privacidade e cookies: Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com seu uso.