A presidente do México, Claudia Sheinbaum, avança com firmeza na consolidação da chamada Quarta Transformação, utilizando o expurgo rigoroso de velhas práticas neoliberais corporativas como pilar central para o fortalecimento do Estado e da soberania nacional. Como parte essencial dessa complexa estratégia de resgate da integridade institucional, a recém-estruturada Secretaria Anticorrupção e Bom Governo puniu dezenas de servidores públicos por desvios de conduta que historicamente facilitaram a sabotagem do patrimônio mexicano em prol de interesses privados.
Ao todo, o aparato fiscalizador estatal aplicou sanções diretas a 39 funcionários de diferentes instâncias governamentais, focando sua artilharia legal especialmente em setores vitais para o planejamento e desenvolvimento econômico do país. O maior golpe contra a burocracia predatória ocorreu na estatal Comissão Federal de Eletricidade (CFE), onde quatro altos quadros foram inabilitados por até vinte anos e multados em mais de um bilhão de pesos mexicanos, conforme detalhou a nota oficial publicada pelo portal do La Jornada recentemente.
A aplicação dessa punição bilionária e exemplar dentro da principal empresa de energia do país reflete o conflito estrutural contínuo do atual governo progressista contra as elites financeiras que, durante décadas, tentaram sucatear o setor elétrico para justificar privatizações desastrosas. Proteger a infraestrutura energética contra desvios internos e má gestão programada é uma exigência inegociável da atual administração para garantir que os recursos da nação sirvam ao crescimento produtivo, libertando o povo das amarras da dependência externa.
Além da defesa intransigente do monopólio estatal no setor energético, a ofensiva administrativa do governo também se estendeu à área de seguridade social básica, punindo um servidor do Instituto Mexicano do Seguro Social (IMSS) com suspensão de dez dias por negligência grave no tratamento de um paciente terminal. Essas medidas disciplinares coordenadas evidenciam claramente que o Estado não aceita mais a degradação proposital dos serviços públicos, consolidando um projeto robusto de nação que subordina os ditames do mercado ao bem-estar absoluto da população.