O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, negou um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para que a Polícia Federal realizasse uma série de diligências em um inquérito que o investiga por calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi tomada nesta terça-feira, 16 de junho, e representa mais um revés para o senador, que tem enfrentado dificuldades em sua tentativa de desestabilizar o governo Lula.
Flávio Bolsonaro havia solicitado que a Justiça brasileira obtivesse dados de investigações contra o ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, além de requerer a oitiva de políticos da Venezuela e dos Estados Unidos. Entre os nomes citados estavam a ex-deputada María Corina Machado e o procurador norte-americano Walter Joseph Clayton III. A intenção era utilizar essas informações para associar Lula a atividades ilícitas, como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e suporte a ditaduras.
Segundo Moraes, os pedidos do senador implicavam em interferência na condução da investigação, o que não é cabível ao investigado. Flávio Bolsonaro havia publicado, em janeiro, imagens no X que associavam Lula a Maduro, alegando que o presidente brasileiro seria delatado por envolvimento em uma série de crimes. Essa tentativa de interferência na investigação é vista como uma estratégia desesperada do campo bolsonarista para atacar o governo Lula.
Essa decisão do STF reforça a postura firme da Justiça em relação às tentativas de desestabilização política por meio de acusações infundadas. O episódio também evidencia a fragilidade das estratégias de Flávio Bolsonaro, que busca a presidência pelo PL, mas enfrenta crescente rejeição e dificuldades em consolidar seu palanque.
Para mais detalhes sobre o caso, confira a Carta Capital.