Energia elétrica residencial dispara 3,67% em maio e acumula 10,32% em 12 meses

Foto: arevista.com.br / Divulgação

A energia elétrica residencial subiu 3,67% em maio de 2026, conforme os dados do Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA). O salto pressiona o bolso das famílias num mês em que o IPCA geral ficou em 0,58% e o IGP-DI em 0,87%, expondo um descolamento expressivo da tarifa de luz em relação aos índices gerais de preços.

O número de maio representa uma forte aceleração sobre abril, quando a variação havia sido de apenas 0,72%. Em um único mês, a intensidade do reajuste quintuplicou, sinalizando que pressões represadas nos custos setoriais começam a chegar às faturas dos consumidores em ritmo concentrado.

Na comparação com maio do ano passado, o índice permanece praticamente no mesmo patamar — a alta de 3,62% registrada em 2025 foi seguida por 3,67% agora. O dado sugere que o comportamento sazonal de reajustes contratuais e bandeiras tarifárias mantém um piso elevado para a energia residencial neste período do ano.

Quando se amplia o horizonte para doze meses, o quadro se agrava. O acumulado atingiu 10,32%, superando em mais de três vezes o mesmo indicador de maio de 2025, que era de apenas 3,38%. A inflação da eletricidade ganhou tração de um ano para cá, e o consumidor sente o peso acumulado nas contas mensais.

O acumulado de 12 meses também subiu em relação ao mês anterior, ainda que de forma marginal. Em abril, o índice parado em 12 meses era de 10,27%. A diferença de 0,05 ponto percentual parece pequena, mas confirma que a tendência ainda não perdeu fôlego — cada novo mês empurra a taxa para cima, em vez de aliviá-la.

O cenário se conecta diretamente a movimentos como o aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o Rio Grande do Sul. De acordo com a CNN Brasil, o reajuste médio para os consumidores da RGE Sul será de 16,06%, sendo 14,97% para os clientes residenciais, com parte relevante da alta ligada à recomposição tarifária postergada após as enchentes de 2024. A decisão entra em vigor em 19 de junho e afeta mais de 3 milhões de unidades consumidoras.

A concentração de reajustes em diferentes distribuidoras e a recomposição de ativos regulatórios, somadas a bandeiras tarifárias menos favoráveis, montam um cenário em que a conta de luz continuará pesando mais do que a inflação média. O consumidor que tentava equilibrar o orçamento com a desaceleração de alimentos e combustíveis esbarra agora na energia elétrica como um dos vilões mais persistentes do custo de vida.

Com informações de AREVISTA.

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