O preço do frango em pedaços subiu 0,34% em maio, interrompendo trajetória de quedas. É o que mostram os dados do IBGE. O movimento interrompe um ciclo de alívio para o consumidor, mas a alta mensal ficou abaixo da inflação geral medida pelo IPCA, que foi de 0,58% no período.
Em abril, o produto havia registrado deflação de 2,14%, a queda mais intensa dos últimos meses. A virada para o campo positivo em maio indica que a pressão sazonal ou de demanda voltou a pesar, ainda que de forma contida.
Na comparação com maio do ano passado, o frango em pedaços sobe menos agora. Em 2025, a variação havia sido de 0,81%. O ritmo de encarecimento perdeu fôlego em relação àquele momento, mesmo com a retomada da alta mensal.
O acumulado em 12 meses ficou em -3,62%. A deflação anual reflete o barateamento consistente da proteína ao longo do último ano, impulsionado por oferta elevada e custos menores de ração. O bolso do consumidor ainda respira aliviado nessa comparação estendida.
O recuo anual se aprofundou frente aos -3,16% registrados no acumulado até abril. Há um ano, o indicador apontava alta de 11,69%. Em 12 meses, a inflação do frango em pedaços desabou mais de 15 pontos percentuais.
A trégua recente contrasta com o encarecimento de outros itens do churrasco. Levantamento da Scanntech feito para a BBC News Brasil mostra que o frango acumula alta de 18% desde a Copa de 2022, enquanto a carne bovina subiu 9% e a cerveja, 19%. Mesmo com o repique de maio, a trajetória anual ainda joga a favor do consumidor.
Com informações de EM.