O café moído ficou 2,38% mais barato em maio, conforme dados do SIDRA/IBGE. É o segundo mês consecutivo de recuo expressivo do produto, que vem aliviando o orçamento das famílias brasileiras após um longo período de alta.
Em abril, a queda havia sido de 2,30%, o que indica uma leve aceleração no ritmo de baixa. O movimento contrasta fortemente com o cenário de maio do ano passado, quando o produto subiu 4,59% — um sinal de que a pressão sobre o grão está se dissipando de forma consistente.
O alívio é ainda mais visível no acumulado de 12 meses. Até maio, o café moído registra deflação de 12,25% — uma queda profunda em relação aos 5,99% negativos acumulados até abril. Para efeito de comparação, no mesmo período encerrado em maio de 2025, o produto acumulava alta explosiva de 82,24%.
A trajetória de queda do café ocorre em meio a um IPCA de 0,58% em maio, puxado principalmente pela energia elétrica e por alimentos in natura. Enquanto a inflação geral pressiona outras categorias, o café moído opera na contramão, devolvendo parte da escalada que castigou o consumidor nos últimos dois anos.
A deflação acumulada de 12,25% ainda não elimina o estrago anterior. O consumidor sente o alívio no bolso, mas o preço do café está longe de voltar ao patamar pré-crise. O descompasso entre o acumulado atual e os 82,24% registrados há um ano mostra que a normalização é um processo lento — e que o bule ainda pesa na mesa do brasileiro.
Com informações de DECO.