A gasolina ficou 1,46% mais barata na passagem de abril para maio, conforme apurou o IBGE. É a primeira queda relevante do combustível no ano e um alívio direto no bolso de quem depende do carro ou da moto para trabalhar.
O recuo contrasta com o mês anterior, quando o preço havia subido 1,86%. A virada de sinal interrompe uma trajetória de pressão que vinha corroendo a renda das famílias e joga um balde de água fria nos temores de nova escalada inflacionária.
Na comparação com maio do ano passado, a queda é ainda mais expressiva. Naquele mês a gasolina havia recuado apenas 0,66%. Agora, o tombo de quase 1,5 ponto percentual mostra que o consumidor brasileiro está pagando menos do que pagaria se o padrão de 2025 se repetisse.
No acumulado de doze meses, o combustível ainda pesa no orçamento, com alta de 5,43%. Mas esse número já é bem menor do que o registrado até abril, quando a marca era de 6,29%. E fica ainda mais distante dos 7,65% que assombravam o país em maio de 2025.
Os novos dados ajudam a segurar a inflação geral. O IPCA de maio veio em 0,58% e o IGP-DI em 0,87%. Com a gasolina em queda, os custos de transporte e alimentos tendem a perder força, num efeito cascata que beneficia toda a cadeia produtiva.
Enquanto lá fora os preços dos combustíveis seguem em disparada – com passagens aéreas 20,7% mais caras nos Estados Unidos e alimentos pressionados por fretes mais elevados, segundo relatos da imprensa internacional –, o mercado brasileiro mostra uma resiliência que passa pela política de preços da Petrobras. O resultado é que, pelo menos por ora, o tanque cheio pesa menos no fim do mês.
Com informações de MILENIO.