Justiça dos EUA adia audiência de Nicolás Maduro e Cilia Flores, detidos em Nova York após captura militar

O presidente Nicolás Maduro e Cilia Flores acenam durante evento público. (Foto: nodal.am)

O juiz federal Alvin K. Hellerstein, da Corte do Distrito Sul de Nova York, acatou o pedido para adiar a próxima audiência do caso contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores. A sessão, inicialmente marcada para 30 de junho de 2026, foi remarcada para 22 de julho de 2026. O adiamento ocorreu devido a ‘complicações logísticas e de segurança’ relacionadas ao transporte dos réus até o tribunal nova-iorquino, onde estão detidos desde o início do ano.

A solicitação para a mudança de data foi formalizada pelo procurador federal Jay Clayton, com a aprovação da equipe de defesa. Ambas as partes argumentaram que a alteração da data era crucial para evitar ‘problemas de programação e logística relacionados à provisão de transporte seguro e medidas de segurança’. Esta prorrogação prolonga a custódia do presidente venezuelano e da primeira-dama, que permanecem sob detenção dos EUA.

Nicolás Maduro e Cilia Flores foram capturados em Caracas no dia 3 de janeiro de 2026, durante uma operação militar dos Estados Unidos denominada “Operation Absolute Resolve”. A ação, que incluiu bombardeios a infraestruturas no norte da Venezuela e um ataque ao complexo de Maduro em Caracas, foi ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Trump e sua administração justificaram a operação como uma ação de aplicação da lei com apoio militar, baseada na ‘autoridade constitucional inerente’ do presidente.

Após a captura, Maduro e Flores foram transportados para Nova York por forças americanas para enfrentar um julgamento. Eles estão atualmente detidos no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em uma unidade de alta segurança descrita como uma ‘prisão dentro de uma prisão’ para detentos de alto risco. A primeira-dama Cilia Flores está em uma unidade diferente dentro da mesma instalação.

Ambos se declararam inocentes em sua primeira aparição judicial em 5 de janeiro de 2026, refutando as acusações de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e crimes relacionados a armas. O caso federal contra Maduro e seus associados, inicialmente arquivado em 2011 e tornado público em 2020, alegava conspiração com grupos guerrilheiros colombianos para traficar cocaína para os Estados Unidos.

Em 3 de janeiro de 2026, uma nova acusação formal foi revelada após a captura de Maduro e sua esposa, expandindo a teoria da conspiração para um ‘ecossistema multilateral’ de corrupção. Essa acusação atualizada descreve o governo venezuelano como um ‘estado capturado’, que teria permitido o narcoterrorismo e o tráfico de cocaína em parceria com organizações terroristas estrangeiras e grupos criminosos transnacionais. A defesa de Maduro tem caracterizado o indiciamento de 2020 como um ato de ‘imperialismo’ dos EUA.

O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela tem denunciado o caráter político e a violação do direito internacional da operação, classificando-a como um sequestro de um chefe de Estado em pleno exercício do mandato. A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, denunciou o ‘sequestro’ de Maduro e exigiu confirmação de que ele e Flores estavam vivos. Segundo agências internacionais, a operação militar contra a Venezuela tem atraído críticas de numerosos países e organizações, incluindo as Nações Unidas, por violar o Direito Internacional.

Nos meses recentes, o processo tem sido marcado por sucessivas disputas processuais. As audiências concentraram-se em questões como a capacidade da Venezuela de cobrir os honorários legais do casal, com a defesa argumentando que o bloqueio de fundos governamentais viola os direitos constitucionais do líder deposto. O juiz Hellerstein pressionou a administração Trump em 26 de março de 2026 sobre a base para impedir o pagamento das custas judiciais.

A promotoria, por sua vez, sustentou que permitir o uso de fundos governamentais venezuelanos minaria as sanções em vigor contra o país, impostas por alegações de repressão à liberdade de expressão e apropriação indevida da riqueza venezuelana. A acusação afirma que Maduro e Flores podem usar fundos pessoais para pagar os advogados, mas eles alegaram não ter esse dinheiro.

A extensão do prazo até 22 de julho de 2026, segundo apontou o ✅ Inscrição confirmada com sucesso! Bem-vindo(a) ao O Cafezinho.“;document.getElementById(‘mce-EMAIL-ajax’).value = ”;} else {var msg = data.msg || “”;if(msg.includes(‘is already subscribed’)) {msg = “⚠️ Este e-mail já está assinado na nossa newsletter.”;} else if(msg.includes(‘too many’)) {msg = “⚠️ Muitas tentativas. Tente novamente mais tarde.”;} else if(msg.includes(‘domain’)) {msg = “⚠️ O domínio do e-mail é inválido.”;} else {msg = “⚠️ Erro: ” + msg;}msg = msg.replace(/^[0-9]+\s-\s/, ”);responses.innerHTML = “” + msg + ““;}delete window[callbackName];document.body.removeChild(script);};url = url + ‘&c=’ + callbackName;script.src = url;document.body.appendChild(script);});

Com informações de NODAL.

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