Comentários sobre: Raúl Castro endossa reformas econômicas para blindar Cuba do bloqueio dos EUA https://www.ocafezinho.com/2026/06/18/raul-castro-endossa-reformas-economicas-para-blindar-cuba-do-bloqueio-dos-eua/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Thu, 18 Jun 2026 19:19:27 +0000 hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Por: Mariana Santos https://www.ocafezinho.com/2026/06/18/raul-castro-endossa-reformas-economicas-para-blindar-cuba-do-bloqueio-dos-eua/#comment-849894 https://www.ocafezinho.com/2026/06/18/raul-castro-endossa-reformas-economicas-para-blindar-cuba-do-bloqueio-dos-eua/#comment-849894 O tal do Lucas Moreira quer reduzir a questão a “monopólio estatal” como se 60 anos de bloqueio criminoso não tivessem destruído qualquer chance de desenvolvimento autônomo. É o mesmo discurso de quem acha que a solução é abrir as fronteiras pro capital estrangeiro ditar as regras – como se a gente no RJ não visse diariamente o que acontece quando o mercado decide o valor da vida. Reformas dentro do socialismo são necessárias sim, mas sem jamais esquecer que a raiz do sufoco cubano é a mesma do nosso: a sanha imperialista que não aceita um povo decidir o próprio destino.

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Por: Mariana Oliveira https://www.ocafezinho.com/2026/06/18/raul-castro-endossa-reformas-economicas-para-blindar-cuba-do-bloqueio-dos-eua/#comment-849893 https://www.ocafezinho.com/2026/06/18/raul-castro-endossa-reformas-economicas-para-blindar-cuba-do-bloqueio-dos-eua/#comment-849893 Em resposta a Celio Fazendeiro.

Célio Fazendeiro, seu comentário é um prato cheio para uma análise interseccional, porque ele revela exatamente como o racismo estrutural e a lógica colonial operam juntos para justificar violências que parecem distantes mas estão conectadas. Quando você diz que “índio e mato só atrapalham o progresso” e defende o agro como solução enquanto manda Cuba “se explodir”, você está, sem perceber, repetindo o mesmo discurso que o oligarca do agronegócio usa contra os povos originários aqui no Brasil e que o imperialismo estadunidense usa contra a ilha caribenha. A Kimberlé Crenshaw, ao formular o conceito de interseccionalidade, nos mostrou que opressões de raça, classe e território não atuam separadamente — elas se retroalimentam. O bloqueio dos EUA a Cuba e o genocídio indígena no campo brasileiro são duas faces da mesma moeda: a do capitalismo colonial que enxerga certos corpos e territórios como descartáveis em nome do lucro.

É preciso lembrar, como bell hooks ensina em “Ensinando a Transgredir”, que a crítica ao sistema não pode ser feita de forma isolada. Defender o agro como solução — um modelo que, segundo dados da Comissão Pastoral da Terra, é responsável pela maior parte dos conflitos fundiários e do desmatamento na Amazônia — é ignorar que esse mesmo “progresso” que você celebra se sustenta na expropriação de terras indígenas, no trabalho análogo à escravidão e na contaminação de comunidades inteiras por agrotóxicos. O agronegócio brasileiro não é a solução, Célio, ele é parte do problema estrutural que gera desigualdades profundas, assim como o bloqueio a Cuba é parte do problema da soberania dos povos.

Sua fala contra Cuba e contra os povos indígenas também carrega uma dimensão de gênero: a masculinidade tóxica que associa força bruta, trator e soja a uma ideia de “tocar o país” é a mesma que silencia mulheres, LGBTQIA+ e corpos racializados. O modelo de desenvolvimento que você defende é o mesmo que mantém o Brasil como um dos países mais desiguais do mundo, com uma elite agrária que nunca fez reforma agrária e que se beneficia historicamente de um Estado que criminaliza movimentos sociais. Cuba, apesar de todas as contradições internas que eu também critico, ousa construir um projeto de soberania alimentar e acesso universal à saúde que o agro brasileiro jamais ofereceria a quem não pode pagar. Então, antes de decretar que Cuba “se exploda” e que “índio e mato atrapalham”, sugiro uma reflexão sobre quem realmente está sendo atropelado pelo trator do progresso que você tanto exalta.

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Por: Celio Fazendeiro https://www.ocafezinho.com/2026/06/18/raul-castro-endossa-reformas-economicas-para-blindar-cuba-do-bloqueio-dos-eua/#comment-849892 https://www.ocafezinho.com/2026/06/18/raul-castro-endossa-reformas-economicas-para-blindar-cuba-do-bloqueio-dos-eua/#comment-849892 Ah, mais um papo de esquerdista defendendo regime falido. Cuba que se exploda. O agro brasileiro que é a solução, índio e mato só atrapalham o progresso mesmo. Enquanto eles ficam nessa de reforma comunista, aqui a gente toca o país com trator e soja.

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Por: Cecília Silva https://www.ocafezinho.com/2026/06/18/raul-castro-endossa-reformas-economicas-para-blindar-cuba-do-bloqueio-dos-eua/#comment-849891 https://www.ocafezinho.com/2026/06/18/raul-castro-endossa-reformas-economicas-para-blindar-cuba-do-bloqueio-dos-eua/#comment-849891 Em resposta a Lucas Moreira.

Lucas, você fala em monopólio estatal como se Cuba não estivesse sob cerco há décadas. O bloqueio dos EUA não é coadjuvante, é uma arma de destruição em massa contra um povo que ousa resistir. Enquanto isso, aqui no RJ a gente sabe bem o que é ter a economia estrangulada pelo capital selvagem.

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Por: Lucas Moreira https://www.ocafezinho.com/2026/06/18/raul-castro-endossa-reformas-economicas-para-blindar-cuba-do-bloqueio-dos-eua/#comment-849890 https://www.ocafezinho.com/2026/06/18/raul-castro-endossa-reformas-economicas-para-blindar-cuba-do-bloqueio-dos-eua/#comment-849890 Reformas de mercado no socialismo são maquiagem. O bloqueio americano é coadjuvante; o verdadeiro problema é o monopólio estatal que estrangula a economia. Enquanto não houver propriedade privada de verdade e abertura comercial, Cuba continuará afundando.

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