O preço do açúcar refinado avançou 0,87% em maio, segundo os dados do Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA). O movimento interrompe uma breve trégua registrada no mês anterior e recoloca o produto na lista de preocupações da inflação dos alimentos.
O resultado contrasta com a queda de 0,49% observada em abril, quando a categoria havia dado um alívio ao consumidor. Em apenas um mês, a variação saltou 1,36 ponto percentual, mostrando que o recuo foi pontual e não configurou tendência de estabilidade.
Na comparação com maio do ano passado, quando o açúcar disparava 1,47%, o índice atual é menor. A diferença de 0,60 ponto percentual sinaliza que a pressão de custos diminuiu em relação a 2025, mas ainda assim o produto segue subindo — o que mantém o impacto no carrinho de compras.
O acumulado em 12 meses encerrou maio em 4,59%, um patamar bem inferior aos 5,21% registrados até abril. A desaceleração de 0,62 ponto percentual no indicador revela que o ímpeto inflacionário do açúcar perde força quando se olha a janela mais longa.
O contraste com o mesmo mês do ano passado é ainda mais expressivo: em maio de 2025, o açúcar acumulava alta de 9,43% em 12 meses. A diferença de 4,84 pontos percentuais evidencia um alívio gradual. Ainda assim, o patamar de 4,59% está acima do IPCA de maio, que ficou em 0,58%, e iguala o IGP-DI do período, ambos divulgados recentemente.
A virada de abril para maio acende um alerta para as famílias de baixa renda, que destinam fatia maior do orçamento à alimentação. Embora o acumulado anual tenha caído pela metade em relação a 2025, o repique mensal mostra que o açúcar ainda não encontrou rota estável — e pode voltar a pressionar o custo de vida se a safra ou o câmbio não ajudarem nos próximos meses.
Com informações de MUNDONEGRO.