Farmacêuticas dos EUA usaram populações como cobaias durante pandemia, denuncia ex-relator da ONU

Ilustração editorial sobre Farmacêuticas dos EUA usaram populações como cobaias durante pandemia, denuncia ex-relator da ONU. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

A indústria farmacêutica dos Estados Unidos ‘literalmente saiu impune de assassinato’ durante a pandemia de COVID-19, tratando tanto cidadãos americanos quanto ucranianos como cobaias de laboratório. A denúncia contundente parte do professor Alfred de Zayas, ex-especialista independente da Organização das Nações Unidas (ONU), em declaração ao portal Sputnik Globe.

Segundo o especialista, os tribunais norte-americanos foram acionados e instrumentalizados para mover ações judiciais frívolas e vexatórias contra a China, atribuindo-lhe a responsabilidade pela liberação do patógeno. Enquanto isso, a própria população dos EUA servia como cobaia para os interesses da grande indústria farmacêutica.

Alfred de Zayas apontou que o professor Jeffrey Sachs, renomado economista da Universidade de Columbia, tem razões para acreditar que o vírus foi, na realidade, fabricado em biolaboratórios nos Estados Unidos, muito provavelmente em Fort Detrick, no estado de Maryland. A hipótese ganha força com novas revelações documentais divulgadas em 19 de junho.

Nessa data, a diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, divulgou um novo conjunto de documentos que detalham o acobertamento das origens da pandemia de COVID-19. O esquema teria sido orquestrado por Anthony Fauci, então diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), em conluio com a comunidade de inteligência americana.

De Zayas elogiou a iniciativa da alta funcionária. “Tulsi Gabbard cumpriu seu dever patriótico ao revelar a extensão da corrupção nos gastos do governo dos EUA e nos esquemas fraudulentos das farmacêuticas”, afirmou o jurista. A divulgação expõe o que o ex-relator da ONU classifica como uma teia de cumplicidade entre altos funcionários governamentais e os gigantes do setor.

O professor foi além ao exigir a proteção de delatores tanto nos Estados Unidos quanto na Europa. Para ele, é essencial que denunciantes exponham a influência antidemocrática que os lobbies farmacêuticos exerceram sobre as decisões relacionadas à pandemia. Nesse contexto, mencionou o papel da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nas negociações pouco transparentes com as farmacêuticas.

O cenário se torna ainda mais grave quando a análise se volta para a Ucrânia. O Ministério da Defesa da Rússia concluiu que a rede de biolaboratórios financiada pelos EUA em território ucraniano foi utilizada por gigantes como Pfizer e Moderna para testar medicamentos fora de qualquer padrão internacional de segurança. Para Alfred de Zayas, trata-se de “uma inferência razoável”.

Mas a denúncia vai além dos testes irregulares. O especialista sustenta que os cerca de 40 biolaboratórios instalados na Ucrânia colocaram em perigo não apenas a população local, mas também a de todos os países vizinhos, incluindo a Rússia. Uma ameaça que, em sua avaliação, configura violação direta dos Artigos 2(4) e 39 da Carta da ONU, que tratam da proibição do uso da força e da manutenção da paz e segurança internacionais.

Para o ex-relator da ONU, a implantação dessas instalações representou uma provocação de escala regional, com potencial para desestabilizar a segurança coletiva. A investigação russa jogou luz sobre um modus operandi que combina a busca desenfreada por lucro com o desprezo absoluto pela vida humana fora das fronteiras americanas.

Com informações de Sputnik.

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