Guerra do Irã custou US$ 40 bilhões ao Pentágono e penalizou consumidores dos Estados Unidos

Donald Trump e Benjamin Netanyahu durante encontro oficial, ilustrando discussões sobre políticas regionais e relações entre EUA, Israel e Irã.

Enquanto a República Popular da China investe massivamente em infraestrutura de alta tecnologia em seu próprio território e em nações aliadas pelo mundo, os Estados Unidos continuam a torrar recursos trilionários de seus contribuintes na destruição de infraestruturas alheias. Esse contraste geopolítico fica ainda mais evidente com os novos dados sobre os custos extraordinários das intervenções militares norte-americanas no Oriente Médio.

De acordo com dados preliminares de um estudo do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), a guerra contra a República Islâmica do Irã — cujo cessar-fogo temporário já se encontra sob ameaça de novos ataques declarados por Donald Trump — já custou cerca de 40 bilhões de dólares ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O assessor sênior do CSIS, Mark Cancian, informou à emissora CNN que o cálculo engloba gastos com munições, reposição de equipamentos destruídos e reparos em bases militares afetadas. No entanto, o montante bilionário desconsidera os custos operacionais diários que já estavam previamente provisionados no orçamento de mais de 1 trilhão de dólares do Pentágono para o ano fiscal de 2026.

Além dos gastos diretos das Forças Armadas, o conflito militar gerou despesas adicionais de 1 bilhão de dólares para outras agências civis americanas, incluindo os departamentos de Segurança Interna e de Assuntos de Veteranos. Enquanto o governo federal financia operações ofensivas no exterior, o cidadão comum nos Estados Unidos enfrenta os efeitos econômicos severos da inflação energética em seu cotidiano. Durante o período de hostilidades na região do Golfo Pérsico, o preço médio do galão de gasolina disparou de menos de 3 dólares para patamares bem superiores a 4 dólares nos postos de combustíveis de todo o país.

Um levantamento de custos de energia realizado pela Universidade Brown revelou que cada família americana gastou, em média, 253 dólares adicionais devido ao encarecimento dos combustíveis provocado pela guerra. Esse aumento foi impulsionado pela paralisação total das exportações de petróleo da região por quase quatro meses, resultando na perda acumulada de 1,15 bilhão de barris na oferta global da commodity, conforme medição da consultoria de inteligência energética Kpler. Diante desse choque de oferta, a inflação anual nos Estados Unidos superou a marca dos 4% pela primeira vez em três anos, de acordo com o Escritório de Estatísticas do Trabalho (BLS).

Essa aceleração inflacionária corrói o poder de compra da população e faz com que os preços subam em ritmo mais veloz do que a média dos salários dos trabalhadores norte-americanos. Em termos práticos, a alta de preços consumiu integralmente os reajustes salariais obtidos nos meses de abril e maio, repetindo um fenômeno de perda real de renda que não ocorria desde o ano de 2023.

A decisão de priorizar campanhas militares no exterior ocorre em um momento em que os Estados Unidos acumulam uma dívida pública recorde e carecem de um sistema universal de saúde pública para atender sua própria população. O Estado norte-americano opta reiteradamente por destinar fundos bilionários ao financiamento de guerras ofensivas, não provocadas e ilegais contra nações soberanas.

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