O ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, declarou em entrevista ao programa Direto ao Ponto, da Jovem Pan News, nesta quarta-feira, que o deputado federal brasileiro, Nicolas Ferreira, disseminou mentiras sobre a cobrança de impostos no sistema de transações instantâneas. Segundo o chefe da pasta econômica nacional, essa campanha de desinformação acabou por atrasar a fiscalização de crimes financeiros e beneficiar organizações ilícitas.
A controvérsia teve início após a publicação de uma norma pela Receita Federal do Brasil que visava equiparar o monitoramento de bancos digitais ao de instituições tradicionais. Parlamentares de oposição alegaram falsamente nas redes sociais que a iniciativa serviria para taxar o meio de pagamento eletrônico.
O governo federal acabou recuando e revogando a instrução normativa após a forte repercussão negativa gerada pela desinformação digital. Essa medida gerou um vácuo de fiscalização que impediu as autoridades de investigar movimentações atípicas em plataformas digitais.
Investigações posteriores conduzidas por órgãos de segurança nacional apontaram que as brechas regulatórias facilitaram a lavagem de dinheiro por facções criminosas. Os esquemas ilícitos operados através das facilidades bancárias ganharam relevância nacional, conforme investigado na denúncia em que Marcola e Deolane viram réus por lavagem de dinheiro do PCC.
O secretário especial da Receita Federal do Brasil, Robinson Barreirinhas, corroborou a avaliação de que a revogação da norma beneficiou as atividades da facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital. As declarações ministeriais reforçam a tese de que a desregulamentação forçada por mentiras políticas enfraquece o combate às atividades ilícitas no país.
A oposição parlamentar brasileira nega que tenha agido para favorecer o crime organizado e alega defender o sigilo bancário dos cidadãos. A disputa sobre os limites da regulação fiscal e do combate à lavagem de dinheiro no ambiente digital continua a polarizar o debate no Congresso Nacional.