Senador Styvenson Valentim recua de apoio a Flávio Bolsonaro após escândalo do Banco Master

O senador potiguar Styvenson Valentim, que recuou do apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. (Foto: Agência Senado)

O avanço das investigações sobre o envolvimento do senador brasileiro Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro gerou uma crise sem precedentes na pré-campanha presidencial da extrema-direita. Em um recuo que expõe o desgaste crescente nas hostes conservadoras, o senador brasileiro pelo Rio Grande do Norte, Styvenson Valentim, do partido Podemos, anunciou a revisão de seu apoio político ao parlamentar fluminense.

Policial militar de carreira e figura influente no cenário político potiguar, o parlamentar foi eleito para o Senado Federal em 2018 com a expressiva votação de 745827 votos no Rio Grande do Norte. Essa expressiva marca eleitoral representou 25,63% dos sufrágios válidos do estado, consagrando-o como o candidato mais votado daquele pleito e uma voz de peso no parlamento nacional.

O alinhamento de Styvenson Valentim com a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro havia sido selado publicamente em março de 2026, durante um evento do Partido Liberal na cidade de Natal. Sob o lema de combate à omissão política, o senador potiguar chegou a subscrever uma Proposta de Emenda à Constituição articulada pelo grupo bolsonarista para extinguir o instituto da reeleição no país.

A revelação de áudios e mensagens do caso envolvendo o Banco Master motivou o recuo do congressista potiguar em uma entrevista concedida ao Jornal das 6, da rádio 96 FM, em 23 de junho de 2026. Na ocasião, o senador declarou que se encontra retraído politicamente diante do avanço das investigações que atingiram Daniel Vorcaro.

Ao justificar seu distanciamento cauteloso, o parlamentar potiguar fez questão de negar qualquer intimidade ou benefício financeiro associado ao banqueiro Daniel Vorcaro nas negociações investigadas. Em um discurso enfático de independência, o senador afirmou que não possui amizades suspeitas e ressaltou não ter compartilhado de voos privados, charutos ou bebidas de luxo com os investigados no esquema.

A debandada de lideranças do campo conservador sinaliza o isolamento político de Flávio Bolsonaro em um momento de acirramento da disputa eleitoral para as eleições de 2026. Com a opinião pública atenta aos desdobramentos financeiros da crise, a deserção de antigos apoiadores enfraquece a narrativa da extrema-direita e acelera sua desarticulação nas bases regionais do país.

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