O mercado de trabalho brasileiro voltou a surpreender positivamente. A taxa de desemprego caiu para 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, o menor índice para esse período desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012. O resultado confirma a continuidade do processo de fortalecimento do emprego no país e consolida um dos momentos mais favoráveis do mercado de trabalho brasileiro nas últimas décadas.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a queda ocorreu após a taxa de 5,8% registrada no trimestre encerrado em abril. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o desemprego estava em 6,2%, o avanço é ainda mais expressivo, refletindo a expansão da atividade econômica e o aumento da geração de vagas formais.
O desempenho acompanha uma tendência iniciada em 2025, quando o Brasil encerrou o ano com taxa média anual de desemprego de 5,6%, a menor da série histórica. Desde então, o mercado de trabalho vem renovando sucessivos recordes, impulsionado principalmente pelos setores de serviços, comércio, construção civil e indústria.
Outro indicador importante é o crescimento da ocupação. O número de brasileiros trabalhando permanece próximo dos maiores níveis já registrados pela pesquisa, enquanto o contingente de pessoas desempregadas continua em trajetória de queda. Paralelamente, a formalização do emprego segue avançando, com novos recordes de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, um dos principais sinais de fortalecimento da economia.
Os dados também reforçam uma melhora na qualidade do mercado de trabalho. Além da redução da desocupação, a taxa de subutilização da força de trabalho — que inclui pessoas desempregadas, subocupadas ou disponíveis para trabalhar — permanece em um dos menores patamares da série histórica. Isso indica que a geração de empregos não está ocorrendo apenas pela saída de pessoas da busca por vagas, mas por uma efetiva absorção da mão de obra pela economia.
Apesar do cenário positivo, especialistas alertam que o desafio agora será manter esse ritmo diante do ambiente de juros ainda elevados e da desaceleração esperada para alguns setores da atividade econômica. Ainda assim, o resultado de maio reforça que o mercado de trabalho brasileiro atravessa uma fase de forte recuperação, sustentada pelo crescimento da ocupação, pela expansão do emprego formal e pelo aumento da renda dos trabalhadores.