“Para mim, Ciro é um traidor”, diz Isadora Brizola, influencer trabalhista

Isadora Brizola em entrevista ao jornalista Breno Altman no canal Opera Mundi. (Foto: Reprodução / Opera Mundi)

A influenciadora trabalhista brasileira Isadora Brizola disparou duras críticas contra a trajetória política recente do ex-ministro Ciro Gomes, em entrevista ao Opera Mundi. Em conversa conduzida pelo jornalista brasileiro Breno Altman, a socióloga detalhou a profunda decepção de militantes que outrora apoiaram o ex-governador cearense.

Durante a entrevista, Isadora Brizola não hesitou em rotular o antigo aliado partidário como um traidor da causa e de si mesmo no cenário nacional. A herdeira política relembrou que a aproximação dele com o campo bolsonarista representa uma ruptura intolerável com o legado histórico de seu tio-avô, o líder trabalhista Leonel Brizola.

Esse desvio ideológico afeta diretamente a credibilidade do movimento que Ciro Gomes ajudou a capitanear na eleição presidencial de 2018. Para a jovem socióloga, o político cearense perdeu completamente a bússola ética ao aceitar alianças com forças que historicamente tentaram aniquilar o trabalhismo brasileiro.

A postura do ex-candidato contrasta fortemente com o sentimento de lealdade partidária que deveria pautar qualquer figura pública comprometida com a soberania do país.

Leia também: Ciro diz que vai procurar Israel e Mossad para resolver a segurança pública do Ceará.

Recentemente, a própria ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro expôs as contradições gritantes da aliança que Ciro Gomes tenta costurar no Ceará, tentando apagar um histórico de críticas extremamente pesadas contra todos aqueles com quem ele hoje chama de amigos, e todos os elogios que fez àqueles que agora considera como seus inimigos mortais.

Além das críticas às contradições ideológica de Ciro, a influenciadora também aproveitou o espaço para resgatar a real importância do projeto educacional desenvolvido no Rio de Janeiro. Segundo ela, as escolas integrais criadas na gestão brizolista, os famosos Cieps, não eram meros depósitos de alunos, mas sim centros integrados de formação cidadã para as classes populares.

Essa defesa intransigente do brizolismo clássico aponta caminhos necessários para a reorganização da esquerda nacional frente ao sucateamento neoliberal e à mercantilização do ensino público. A militante reafirma que a coerência programática e a combatividade popular permanecem como as únicas alternativas viáveis para recuperar a dignidade da pátria.


Assista à entrevista completa no canal Opera Mundi:

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