Lei para fortalecer o SUS é sancionada sob críticas a Bolsonaro
Segundo o Revistaforum, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou os ministros da Saúde do governo Jair Bolsonaro de “mequetrefes” nesta segunda-feira (20), durante a cerimônia de sanção do Projeto de Lei 2.583/2020, que institui a Estratégia Nacional de Saúde do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, segundo a Revista Fórum. O evento ocorreu no Palácio do Planalto.
A declaração foi feita enquanto Lula elogiava o atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e contrastava a condução da pasta em seu governo com a gestão anterior, marcada por quatro trocas de comando durante a pandemia de Covid-19. “Sem fazer comparação, vendo você falar e vendo os três ministros mequetrefes que o governo passado teve, eu vou dizer para você: esse país fez uma revolução”, afirmou o presidente.
Bolsonaro teve quatro ministros da Saúde: Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich, Eduardo Pazuello e Marcelo Queiroga. Lula, no discurso, citou apenas três. Em outro momento, ele também mencionou uma “revolução na educação”, embora o contexto fosse a saúde, o que indica um provável lapso verbal.
Na sequência, Lula disse viver o “melhor momento de prazer falando da saúde” no Brasil, mas reconheceu desafios. “Falta muita coisa, mas avançamos muito”, resumiu, segundo o relato do veículo.
A lei sancionada busca reduzir a dependência brasileira da importação de medicamentos, vacinas, equipamentos e insumos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). O texto incentiva a produção nacional, fortalece laboratórios públicos e privados e amplia investimentos em pesquisa e inovação.
A proposta começou a ser discutida durante a pandemia, quando a dificuldade de acesso a insumos expôs a vulnerabilidade do país. Durante o governo Bolsonaro, o Brasil ultrapassou 600 mil mortes por Covid-19, e a gestão da saúde foi marcada por controvérsias, como a defesa de medicamentos sem eficácia comprovada e declarações que minimizavam a gravidade da doença.
Desde o início de seu terceiro mandato, Lula tem retomado esse histórico para diferenciar sua política de saúde da adotada entre 2019 e 2022. Lula classificou a aprovação da estratégia como tardia, mas agradeceu ao Congresso e ao ministro Padilha pelo empenho na tramitação.