China desafia EUA e alianças decidirão guerra dos chips

Análise aponta que a China ampliou sua capacidade na indústria de semicondutores, mas ainda depende de parcerias internacionais para reduzir vulnerabilidades / Reprodução

Segundo o Scmp, a China avança na guerra dos semicondutores, mas só vencerá o confronto tecnológico com os Estados Unidos se construir alianças multinacionais, aponta análise do South China Morning Post publicada nesta terça-feira (21).

Os Estados Unidos mantêm liderança nos chips de inteligência artificial mais avançados. A China, por sua vez, já domina os circuitos integrados de mercado de massa, usados em eletrônicos de consumo e automóveis.

Entre esses dois polos, as CPUs ganham relevância crescente com a transição da IA do treinamento para aplicações práticas.

O mercado de processadores centrais, antes símbolo da hegemonia americana com a Intel, hoje é disputado entre Intel e AMD. Empresas chinesas estão reduzindo a diferença técnica e têm chances reais de alcançar autossuficiência nesse segmento.

O elo mais frágil da cadeia chinesa são os chips de memória. Os EUA perderam esse mercado para a Ásia Oriental décadas atrás, e hoje as sul-coreanas Samsung Electronics e SK Hynix controlam dois terços do mercado global de DRAM, enquanto empresas japonesas dominam o fornecimento de insumos e equipamentos upstream.

Sem acesso a essa diversidade de capacidades por meio de alianças, o avanço chinês corre o risco de ficar restrito a nichos. O coração da disputa, conclui a análise, está na capacidade de Pequim integrar parceiros no exterior, não apenas expandir a produção doméstica.

Rhyan de Meira: Rhyan de Meira é jornalista pela Universidade Federal Fluminense, escreve sobre política, economia e carnaval. É repórter, redator e editor dos site O Cafezinho e Rio Carta. / Contato: Redes: @rhyandemeira / Email: rhyandemeira@hotmail.com
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