Segundo o Scmp, a queda acelerada das taxas de fertilidade está redesenhando a disputa global por talentos, e um artigo publicado no South China Morning Post em 21 de julho defende que a China precisa transformar suas universidades em polos de atração internacional.
A taxa global de fertilidade caiu de 2,9 nascimentos por mulher em 1994 para 2,2 em 2024.
Mais da metade dos países e territórios do mundo já está abaixo do nível de reposição populacional, fixado em 2,1 filhos por mulher.
Regiões antes consideradas baluartes do crescimento demográfico também sentem o impacto. Bangladesh, por exemplo, viu sua taxa despencar de 6,7 nos anos 1960 para 2,2 em 2013, estabilizando-se perto da reposição desde então.
O artigo ressalta que a distribuição geográfica dos talentos se tornará um fator estratégico crescente. Países que oferecerem educação de qualidade e oportunidades reais estarão em posição de vantagem para moldar o futuro econômico e científico.
Historicamente, Estados Unidos e Europa foram os grandes beneficiários desse fluxo, atraindo gerações de estudantes que depois se tornaram pesquisadores, empresários e pontes entre sociedades. O artigo argumenta que essa janela está se abrindo para a China.
Para isso, o texto defende reformas concretas no sistema universitário chinês, com foco em abertura internacional, qualidade acadêmica e condições reais de permanência para estudantes estrangeiros. Quem entra em uma sala de aula hoje está construindo as redes de talento que definirão a economia de amanhã.