O alerta de Felipe Pena: sem fim das emendas impositivas, Lula não governa em 2026

Vídeo: TV Fórum — transcrição via Transkriptor

O alerta é grave e direto: se as emendas impositivas não acabarem, não haverá um quarto governo Lula. Quem diz é o professor Felipe Pena, em entrevista contundente à TV Fórum. O diagnóstico é cirúrgico: o Executivo está de mãos atadas, com R$ 60 bilhões do orçamento sequestrados pelo Legislativo. ‘Em nenhum lugar do mundo o Parlamento impõe o orçamento ao presidente’, dispara Pena. O recado é para a militância e para o próprio Planalto: sem força orçamentária, não há governabilidade possível.

O pano de fundo é a denúncia explosiva do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ). Ele revelou que a funcionária Tuca, ligada diretamente a Eduardo Cunha, operava as emendas do orçamento secreto na Câmara. Tudo com o aval de Arthur Lira e Valdemar Costa Neto. Mensagens no celular de Tuca mostram Cunha – mesmo sem mandato – atuando como líder partidário, ordenando a destinação de recursos públicos como se fosse dono do orçamento. É a prova de que o esquema continua, agora sob nova roupagem.

O deputado Rogério Correia (PT-MG) também entrou na linha de fogo. Revelou que foi processado por Eduardo Cunha e Flávio Bolsonaro, mas venceu as liminares. E prometeu provar que Flávio Bolsonaro roubou uma mansão de Richarlison. O caso escancara a promiscuidade entre o antigo centrão e a família Bolsonaro, num enredo que mistura corrupção, perseguição política e futebol.

O momento mais tenso da entrevista é quando Felipe Pena crava: ‘Se persistirem as emendas impositivas, o Planalto fica sem força. O presidente não consegue governar.’ Ele não poupa críticas ao modelo atual, que transforma deputados e senadores em donos do orçamento. ‘Isso não é democracia, é sequestro do dinheiro público’, afirma. Para Pena, a única saída é o fim de todas as emendas impositivas, devolvendo ao Executivo o poder de definir prioridades.

O contexto é de campanha eleitoral em 2026. Lula enfrenta uma Câmara dominada pela direita, onde Arthur Lira e Valdemar Costa Neto operam como verdadeiros primeiros-ministros. O orçamento secreto, agora rebatizado de emendas Pix, continua sendo a moeda de troca para aprovar pautas conservadoras. Sem uma bancada progressista forte, o presidente eleito fica refém de um Legislativo que age como poder paralelo.

O vídeo completo está no topo desta página. Vale cada minuto. Felipe Pena não esconde a preocupação: ‘Ou acaba com as emendas impositivas, ou não tem governo Lula.’ A tese é clara: o sequestro orçamentário é a maior ameaça à governabilidade popular. Para mudar isso, é preciso eleger deputados e senadores comprometidos com o fim desse modelo. Caso contrário, o próximo presidente – seja Lula ou outro – continuará de mãos atadas.

O recado está dado. A esquerda precisa entender que a batalha não é só no voto para presidente, mas na composição do Congresso. Sem maioria progressista, o orçamento continuará sendo sequestrado por Cunha, Lira e Valdemar. E aí, como diz Pena, ‘não haverá força no Planalto’.

Redação:
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