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China vê chance de afastar Canadá dos EUA

O primeiro-ministro canadense visita a China após quase uma década de relações tensas. A visita de Carney visa melhorar os laços comerciais e de segurança com a China em meio às tensões com os Estados Unidos. O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, inicia nesta semana uma visita oficial à China, a primeira de um líder […]

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Adrian Wyld/The Canadian Press/AP File

O primeiro-ministro canadense visita a China após quase uma década de relações tensas. A visita de Carney visa melhorar os laços comerciais e de segurança com a China em meio às tensões com os Estados Unidos.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, inicia nesta semana uma visita oficial à China, a primeira de um líder canadense ao país em quase uma década.

O movimento faz parte de uma reorientação estratégica da política externa canadense, em meio ao deterioramento das relações com os Estados Unidos e ao aumento das tensões comerciais globais.

A viagem ocorre em um contexto de protecionismo crescente, impulsionado pelas tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e por declarações que colocaram em xeque a tradicional relação entre os dois países, incluindo a sugestão de que o Canadá poderia se tornar o “51º estado” americano.

Dependência dos EUA motiva busca por diversificação

A meta declarada de Carney é dobrar as exportações canadenses para fora dos Estados Unidos na próxima década. O objetivo é reduzir a vulnerabilidade de uma economia historicamente muito integrada ao parceiro continental.

Em comunicado, o premiê afirmou que o Canadá busca construir uma economia “mais competitiva, sustentável e independente”. A estratégia envolve forjar novas parcerias em um momento de ruptura das cadeias tradicionais de comércio.

No entanto, analistas em Pequim destacam que o Canadá segue sendo um aliado estratégico dos EUA. Os laços históricos, culturais e geográficos com Washington limitam o raio de ação de uma aproximação mais profunda com a China.

Histórico recente é marcado por retaliações mútuas

As relações entre Canadá e China se deterioraram fortemente a partir de 2018. A prisão, no Canadá, da executiva da Huawei Meng Wanzhou, a pedido dos EUA, desencadeou uma crise.

A China respondeu com a detenção de dois cidadãos canadenses, em um episódio que marcou a diplomacia bilateral. O impasse só foi resolvido em 2021, mas o clima de desconfiança permanece.

Em 2024, Ottawa acompanhou Washington ao impor tarifas de 100% sobre veículos elétricos chineses. Pequim retaliou com taxas sobre produtos como canola e carne suína canadenses.

Canadá segue tendência de aliados ocidentais

Carney não é o único novo líder ocidental a buscar uma redefinição das relações com Pequim. A Austrália, sob Anthony Albanese, restabeleceu laços comerciais após anos de tensões.

O Reino Unido, liderado por Keir Starmer, também sinaliza esforço de reaproximação. O movimento ocorre apesar de divergências permanentes em temas sensíveis, como direitos humanos.

Novo capítulo na política externa canadense

Além da China, o governo Carney trabalha para reaproximar-se da Índia, após uma crise diplomática em 2024. O movimento reforça uma leitura clara de que Ottawa busca diversificar parceiros.

A viagem histórica a Pequim é um marco nessa estratégia de reduzir vulnerabilidades em um mundo marcado por guerras comerciais e fragmentação econômica.

Com informações da Reuters, Times Brasil e AP News

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