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Reino Unido e China devem retomar relações comerciais da “Era de Ouro”

Fontes dizem que Starmer pretende redefinir o diálogo entre o Reino Unido e a China Durante a visita do o primeiro-ministro Keir Starmer à Pequim na próxima semana, existe a expectativa de ser retomado o diálogo comercial da “era de ouro”, segundo relataram fontes familiarizadas com a iniciativa. As fontes são empresas britânicas e chinesas […]

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Stefan Rousseau/Pool via Reuters

Fontes dizem que Starmer pretende redefinir o diálogo entre o Reino Unido e a China

Durante a visita do o primeiro-ministro Keir Starmer à Pequim na próxima semana, existe a expectativa de ser retomado o diálogo comercial da “era de ouro”, segundo relataram fontes familiarizadas com a iniciativa.

As fontes são empresas britânicas e chinesas que devem se juntar a um “Conselho de CEOs Reino Unido-China” reformulado. Executivos de alto escalão de empresas de ambos os países foram convidados a participar.

O conselho foi originalmente idealizado pelos primeiros-ministros em 2018, Theresa May e Li Keqiang, durante um período de relações que ambos os lados apelidaram de “uma era de ouro”.

Embaixada de Londres dá sinal verde para visita

As negociações já estavam em andamento há algum tempo.

Mas a visita de Starmer dependia em grande parte da aprovação para a construção, em Londres, da maior embaixada chinesa na Europa. O sinal verde foi concedido na terça-feira e as conversas começaram de fato.

Detalhes como o nome oficial do grupo em inglês ainda precisam ser definidos: o governo britânico está relutante em incluir “CEO” no título, enquanto o lado chinês planeja manter a mesma tradução em chinês usada em 2018.

O primeiro-ministro Li Qiang, o segundo na hierarquia do governo chinês, deverá ser o representante de Pequim, caso as negociações prossigam. O lado britânico poderá anunciar a visita e a agenda de Starmer já na sexta-feira.

Todas as fontes alertaram, no entanto, que as ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de adquirir a Groenlândia, poderiam prejudicar a viagem de Starmer.

Starmer trabalha para restabelecer relações com a China

Uma visita de Starmer seria a primeira de um líder britânico desde 2018.

Seu governo busca redefinir os laços com a China, segunda maior economia do mundo, depois que sucessivos governos conservadores transformaram o Reino Unido de um dos maiores apoiadores de Pequim na Europa em um de seus críticos mais ferrenhos.

Em um discurso proferido no final do ano passado, o primeiro-ministro trabalhista acusou os governos conservadores anteriores de “negligência de dever” por permitirem que as relações com Pequim se deteriorassem, observando que o presidente francês, Emmanuel Macron, visitou a China duas vezes desde 2018 e os líderes alemães, quatro vezes.

As relações comerciais azedaram depois que o Reino Unido proibiu a chinesa Huawei de participar de suas redes 5G em 2020, e em 2022 parlamentares britânicos lideraram uma compra, financiada pelos contribuintes, da participação da China General Nuclear Power Corporation (CGN) em uma usina nuclear que estava sendo desenvolvida pela EDF, da França.

A CGN fazia parte do conselho original de CEOs, mas, assim como a Huawei, é improvável que se junte ao grupo reformulado, disse uma das fontes, citando sensibilidades políticas no Reino Unido em relação ao papel das empresas chinesas na infraestrutura crítica do país.

Na primeira reunião do conselho, em 2018, Li, da China, afirmou que o objetivo era “acelerar o investimento bilateral e expandir o comércio bilateral numa direção mais saudável e equilibrada”, segundo um comunicado divulgado pela Associação Chinesa de Empreiteiros Internacionais, uma das organizadoras da iniciativa.

Com informações da Reuters em 21/01/2025

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