O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu avançar com o envio de ajuda humanitária a Cuba em meio à crise energética que atinge a ilha, agravada por restrições externas ao fornecimento de combustíveis. A iniciativa, confirmada por interlocutores governamentais, envolverá o envio de alimentos, medicamentos e outros suprimentos essenciais, embora quantidade e datas de entrega ainda não tenham sido definidas pelas autoridades brasileiras.
Setores diplomáticos do Brasil concluíram que o país está passando por uma crise humanitária, após os Estados Unidos ameaçarem aplicar tarifas a nações que continuassem a fornecer petróleo a Cuba. Essa medida contribuiu para uma redução no abastecimento de combustível no país caribenho.
O envio de ajuda brasileira foi discutido por membros do Palácio do Planalto e deve envolver instituições como os ministérios da Saúde e da Agricultura, que estão mapeando necessidades prioritárias da população cubana. Fontes do governo afirmaram que o objetivo é aliviar impactos que já se refletem na disponibilidade de itens básicos e serviços, como energia elétrica, transporte e setores sociais em Cuba.
O anúncio brasileiro segue movimentos semelhantes de outros países da região. O México já enviou mais de 800 toneladas de alimentos e produtos de higiene ao porto de Havana esta semana, em resposta ao endurecimento das pressões externas sobre a economia cubana. Chile também declarou que encaminhará assistência humanitária, via fundos multilaterais, diante da mesma crise, e a Rússia sinalizou que pode fornecer petróleo e derivados como forma de ajuda humanitária.
O governo brasileiro monitora a evolução da situação em Cuba em conjunto com outros países e instituições internacionais, em meio a alertas de organismos como as Nações Unidas sobre o risco de agravamento da crise socioeconômica no país caribenho.
A pauta humanitária relacionada a Cuba também deverá integrar as discussões previstas entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante encontro agendado para março em Washington — embora o foco oficial brasileiro, segundo assessores, seja a dimensão assistencial, não a política do embargo.


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