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PF registra encontros secretos entre Toffoli e dono do Master

A Polícia Federal registrou mais de dez encontros presenciais entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso envolvendo o banco Master, segundo informações publicadas pelo UOL. De acordo com a apuração, a maioria das reuniões teria ocorrido em eventos sociais realizados em Brasília, como jantares […]

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REPRODUÇÃO

A Polícia Federal registrou mais de dez encontros presenciais entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso envolvendo o banco Master, segundo informações publicadas pelo UOL. De acordo com a apuração, a maioria das reuniões teria ocorrido em eventos sociais realizados em Brasília, como jantares e festas, conforme indicariam mensagens analisadas no relatório da investigação.

O documento menciona que os encontros descritos teriam sido corroborados por outros indícios reunidos pelos investigadores, segundo fontes que tiveram acesso ao material. O relatório passou a integrar os elementos analisados pelas autoridades no contexto das apurações sobre o conglomerado financeiro e suas operações.

Conversas citadas em reunião de ministros

Ainda segundo reportagem do site Poder360, após a entrega do relatório houve uma reunião entre ministros do STF na qual o ministro Luiz Fux teria mencionado que Vorcaro e Toffoli tinham “seis minutos de conversa” entre si. O conteúdo dessa reunião acabou se tornando público, o que gerou repercussão interna na Corte.

O vazamento das informações e a circulação de detalhes sobre o encontro entre magistrados provocaram tensão entre integrantes do tribunal. Ministros passaram a levantar a hipótese de que conversas internas poderiam ter sido gravadas, o que ampliou o clima de desconfiança entre membros da Corte.

Redistribuição de inquéritos no STF

Após a apresentação do relatório policial, os inquéritos relacionados ao banco Master que tramitavam no Supremo foram redistribuídos por sorteio ao ministro André Mendonça na última sexta-feira. A mudança ocorreu após deliberação sobre a saída de Toffoli da relatoria dos casos ligados às investigações.

O episódio foi interpretado por interlocutores do Judiciário como um fator adicional de tensão institucional, uma vez que a redistribuição ocorreu em meio à repercussão das informações constantes no relatório e às discussões internas sobre eventual suspeição do ministro.

Apesar das suspeitas levantadas, Toffoli negou manter relação de amizade com Daniel Vorcaro e afirmou que não existem elementos que sustentem questionamentos sobre sua atuação processual.

Movimentações financeiras sob análise

Outro ponto citado pela Polícia Federal envolve repasses de R$ 35 milhões do fundo Arleen, associado ao banqueiro investigado, para a empresa Maridt, da qual Toffoli é sócio juntamente com familiares. O relatório aponta que a movimentação chamou atenção dos investigadores porque teria ocorrido anos após uma operação comercial entre as partes.

Segundo o documento, a venda de uma participação em um resort pela Maridt ao fundo Arleen teria sido formalizada em 27 de setembro de 2021. No entanto, mensagens atribuídas a Fabiano Zettel e Daniel Vorcaro indicariam que os pagamentos vinculados ao fundo ocorreram apenas entre 2024 e 2025, o que motivou questionamentos sobre a natureza das transferências.

Os investigadores tratam essas operações como elementos que exigem esclarecimentos adicionais para determinar se houve irregularidades ou inconsistências financeiras. Até o momento, não há conclusão definitiva divulgada sobre eventual ilegalidade relacionada aos repasses.

Defesa do ministro

Em nota divulgada na semana passada, Dias Toffoli afirmou que não mantém relação com os envolvidos citados nas investigações. No comunicado, declarou: “O ministro desconhece o gestor do Fundo Arleen, bem como jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro”.

A manifestação também nega recebimento de recursos. “Por fim, o ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”, completa a nota.

A defesa sustenta que não há vínculo pessoal ou financeiro irregular entre o magistrado e o banqueiro e que eventuais operações empresariais citadas no relatório ocorreram dentro da legalidade.

Relatório se torna peça central da investigação

O relatório da Polícia Federal passou a ser considerado um dos principais documentos das apurações envolvendo o banqueiro e o conglomerado financeiro investigado. Ao reunir registros de encontros presenciais, mensagens e movimentações financeiras, o material fornece subsídios para análises técnicas e jurídicas em diferentes frentes investigativas.

Autoridades avaliam que os dados reunidos ainda precisam ser examinados com profundidade antes de qualquer conclusão definitiva. O material integra um conjunto mais amplo de provas que estão sendo analisadas por órgãos de investigação e instâncias judiciais.

Contexto das investigações

O caso envolvendo o banco Master tem gerado repercussão institucional e política devido ao volume de recursos envolvidos, às suspeitas de irregularidades financeiras e à participação de diferentes agentes econômicos e públicos. As investigações buscam esclarecer a estrutura de operações do conglomerado e eventuais responsabilidades civis e criminais.

Até o momento, não houve decisão judicial final sobre os fatos descritos no relatório. As apurações seguem em andamento, e novos desdobramentos dependem da análise dos elementos reunidos pelas autoridades competentes.


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