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O novo “fascismo democrático” do imperialismo americano

Nunca se falou tanto em democracia. Em nome de grandes ideais democráticos, bombardeiam hospitais, matam jornalistas, mutilam crianças. Em nome da democracia, sequestram presidentes de nações soberanas. Em nome da democracia, bloqueiam o acesso a combustível a populações inteiras, com objetivo explícito, declarado, de gerar crise humanitária. Em nome da democracia, as elites democráticas das […]

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Marco Rubio em Munique

Nunca se falou tanto em democracia.

Em nome de grandes ideais democráticos, bombardeiam hospitais, matam jornalistas, mutilam crianças.

Em nome da democracia, sequestram presidentes de nações soberanas.

Em nome da democracia, bloqueiam o acesso a combustível a populações inteiras, com objetivo explícito, declarado, de gerar crise humanitária.

Em nome da democracia, as elites democráticas das nações mais democráticas do mundo estão dispostas a iniciar guerras devastadoras, promover genocídios, proibir o livre comércio marítimo, e destruir países através de sanções cada vez mais brutais.

Em nome da democracia, Marco Rubio fez um discurso sombrio, na Conferência de Segurança de Munique, no dia 14 de fevereiro de 2026, atacando qualquer iniciativa de se buscar uma ordem internacional mais… democrática.

Diante de uma plateia de lideranças acovardadas e cúmplices, o pitbull de Donald Trump explicou que a democracia pertenceria exclusivamente aos campeões armados da civilização ocidental.

Voltemos, no entanto, algumas semanas.

Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, após autorização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Operação Resolução Absoluta entrou em Caracas com mais de 150 aeronaves e cerca de 200 soldados de operações especiais, capturou o presidente Nicolás Maduro e Cilia Flores e os retirou do país, conduzindo-os para um centro de detenção em Nova York.

Os números que circularam nas horas seguintes falaram em cerca de 100 mortos venezuelanos e cubanos, nenhum americano morto.

Depois de algumas horas de silêncio perplexo, as reações internacionais começaram a aparecer.

As lideranças democráticas do mundo democrático foram as primeiras se manifestar.

O presidente da França celebrou o fim da ditadura na Venezuela, deixando implícito que considerava a operação americana como mais uma brilhante contribuição imperial para a disseminação de valores democráticos no mundo.

Mais tarde, constrangido pela repercussão negativa de suas declarações em seu próprio país, pois até mesmo a líder de extrema-direita, Marine Le Pen, havia criticado duramente uma violação tão brutal das leis internacionais, Macron seguiu a linha mais abertamente cínica, hipócrita, que caracterizou todas as manifestações europeias.

Keir Starmer, primeiro ministro britânico, disse que não iria “derramar lágrimas pelo fim do regime Maduro”, mas observa, timidamente, quase com vergonha, de que todos deveriam respeitar o direito internacional.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, foi na mesma linha, criticando Maduro por “levar o país à ruína, fraudar eleições”, ponderando, todavia, que uma “avaliação jurídica da intervenção americana é complexa e exige consideração cuidadosa”, pois o direito internacional “permanece o quadro de referência”.

Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia, reiterou que Maduro “carecia de legitimidade democrática”, pediu “calma e contenção”, e defendeu uma solução negociada, igualmente debilitando seu próprio comentário (nem chamo de crítica, de tão discreta que foi) sobre a necessidade de se respeitar o direito internacional e a Carta das Nações Unidas.

No jogo semântico deliberadamente intrincado da linguagem diplomática, as lideranças democráticas do Norte Global deixaram claro que estavam dispostas a dar uma chancela moral (se por medo, covardia, ou interesse, não importa) ao sequestro criminoso de um chefe de Estado de um país soberano.

O fato da Venezuela nunca ter agredido os Estados Unidos, de que os motivos do sequestro se baseavam em acusações flagrantemente falsas, de que se promoveu um banho de sangue na equipe de segurança do presidente, de que civis morreram e se feriram, a eletricidade derrubada em parte de Caracas, nada disso parece ter comovido as lideranças democráticas da Europa.

Os mesmos fariseus democráticos também não parecem ter considerado que os problemas econômicos da Venezuela têm como origem sobretudo as sanções econômicas, e não a falta de democracia.

A reação das lideranças do Sul Global foi bem diferente.

O presidente Lula chamou a operação de “afronta gravíssima à soberania da Venezuela” e advertiu que atacar países em violação do direito internacional é “o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”.

Ao lado do Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha assinaram uma declaração conjunta de rejeição.

A presidenta mexicana Claudia Sheinbaum afirmou que a operação violou a Carta da ONU e os Estados Unidos deveriam “encerrar todos os atos de agressão contra o governo e o povo venezuelano”.

A China expressou “profundo choque” e condenou com veemência o que chamou de “atos hegemônicos” que “violam gravemente o direito internacional e a soberania da Venezuela”.

A Rússia classificou a operação como “ato de agressão armada”, exigindo a libertação imediata de Maduro e sua esposa.

O início de 2026 testemunhou, portanto, o caso curioso em que as lideranças do Sul Global, que geralmente não são incluídas no seleto clube das nações democráticas, foram as únicas que realmente demonstraram indignação verdadeira contra a tirania violenta e antidemocrática dos Estados Unidos.

Se a operação em Caracas foi o ato, o discurso de Rubio em Munique, seis semanas depois, foi a doutrina. O grande manifesto fascista do século XXI. Um fascismo democrático, naturalmente.

Ele serve também para ancorarmos a nossa tese, de que a doutrina democrática precisa ser reexaminada com muita atenção pela cidadania global. É um trabalho importante e complexo demais para ficar apenas em mãos de cientistas políticos ou filósofos (que, obviamente, são bem-vindos e necessários ao debate).

Pelas declarações das diferentes lideranças globais que citamos, suspeito que a missão de emancipar o conceito democrático da prisão imperial em que se encontra — sob a guarda de um exército midiático e acadêmico que, nas últimas décadas, tornou-se mais e mais servil ao poder da força e da violência — tem mais chance de prosperar na periferia política do mundo.

Em seu discurso, Rubio exaltou cinco séculos de expansão europeia e apresentou a retração do pós-Segunda Guerra como uma “escolha errada”. O fim dos impérios, no entanto, não foi um gesto voluntário, e sim o desfecho dramático de décadas de revoluções e lutas anticoloniais.

Um dos aspectos mais perturbadores de sua fala, portanto, é que as guerras, os movimentos fascistas, os genocídios, a diabólica onda de violência e morte que resultou na II Guerra, nasceu exatamente desse culto cínico e oportunista à civilização ocidental que vemos em Marco Rubio, em toda a administração Trump, e em seus minions em outros países.

Rubio chamou de abstrações os limites do direito internacional, atacou a ONU como inútil e descreveu ações unilaterais como prova de eficiência, pois não faria sentido, diz ele, que houvesse quaisquer restrições aos novos ímpetos imperiais da civilização ocidental.

Mas o que seria essa civilização ocidental?

Seriam as Leis das 12 Tábuas, conquista dos plebeus romanos após séculos de lutas populares?

Seriam as lutas dos escravos romanos por liberdade?

Seriam as guerras intelectuais do renascimento contra as trevas do obscurantismo conservador da Igreja Católica e da ordem medieval?

Seria a revolução francesa?

As revoluções liberais (algumas com forte conteúdo socialista) de 1830 e 1848?

Seria a invenção do socialismo, ou da social-democracia, da previdência pública para todos, dos sistemas universais e gratuitos de educação pública?

Não, obviamente. A civilização ocidental de Marco Rubio corresponde apenas à expansão militar dos impérios europeus, feita ao preço de milhões de mortos e escravizados na África e na Ásia, a acumulação desmesurada de riquezas, e as violências sanguinárias contra países e populações vulneráveis por ainda não terem dominado as tecnologias modernas de guerra.

Já o declínio ocidental denunciado por Rubio, se acelerou no pós-guerra quando as grandes e pequenas nações europeias organizaram sistemas políticos que garantiam, pela primeira vez na sua história, segurança alimentar, direitos trabalhistas, infraestrutura estatal nos transportes, e uma distribuição de renda equitativa para sua população.

Ao contrário da pregação fascista de Rubio, portanto, o auge da civilização ocidental não é o momento de expansão imperial, quando as massas trabalhadoras europeias e americanas viviam na miséria, mas justamente o período pós-guerra, marcado por grandes conquistas sociais. Esse período de brilhantes avanços para o bem-estar dos trabalhadores do Ocidente é visto, no entanto, pelas correntes da extrema direita representadas por Rubio, como “declínio”.

É curioso, aliás, que Rubio tenha uma visão tão exclusivista do que seja civilização ocidental, associando-a apenas a raça branca e às religiões cristãs.

Ele parece esquecer que, ao menos geograficamente, a África e a América Latina também estão posicionadas no Ocidente. Possivelmente Rubio se refere ao que alguns chamam de “Ocidente coletivo”, formado por um punhado de nações aliadas militarmente dos Estados Unidos.

Mesmo assim, é obviamente um erro grotesco, típico de um preconceituoso fascista como Rubio, ignorar a contribuição africana e asiática para os grandes feitos da civilização ocidental.

A antiga Judeia, ou Palestina, onde viveu e nasceu Cristo, era uma região considerada, por muitos séculos, como situada no Oriente, com uma história marcada pela influência dos povos que viveram na Mesopotâmia (onde hoje fica o Iraque), no Egito e na Anatólia (hoje Turquia), todos na Ásia.

A cultura islâmica, que produziu tanta ciência, que fundou as primeiras universidades no mediterrâneo, que protegeu em suas grandes bibliotecas milhares de clássicos da Antiguidade, incluindo os da Grécia e Roma, também não contribuiu para a nossa civilização ocidental?

A China, com sua ética do serviço público, tão elogiada por Leibniz e Hegel, inventora da pólvora, da impressora, não ofereceu nada à civilização ocidental?

O discurso de Rubio resgata — ó surpresa — uma tradição arrogante do final da Idade Média, e consolidada após o iluminismo, com textos de Arnold J. Toynbee, Spengler e Hegel, tratando a “civilização ocidental” como uma espécie de bloco cultural à parte no mundo.

Em 2026, é apenas mais um ridículo devaneio imperial da atual Casa Branca, tão ou mais delirante quanto mais a economia global gira para outras partes do mundo.

Mas a quem interessa, afinal, reviver esse orgulho idiota sobre “civilização ocidental” se podemos ser felizes, modernos, prósperos e seguros, adotando uma filosofia geopolítica aberta e universal, que inclua todo o planeta e todas as civilizações?

A civilização ocidental tem valores irreconciliáveis com o resto do mundo?

Na verdade, a megalomania esquizofrênica de Rubio, em defesa de uma civilização ocidental branca, cristã, reacionária, uma espécie de “Maga” aplicada apenas à nova Roma e seus súditos obedientes, se baseia numa nostalgia de um mundo que não existe mais.

No século XIX, auge do imperialismo ocidental, a Europa respondia por mais de 20% da população mundial. Hoje, menos de 9%.

Por outro lado, a Europa do século XIX era um continente marcado por desigualdades profundas, cidades sujas e com estrutura urbana precária. Não é possível comparar a qualidade de vida do europeu médio hoje com a que ele tinha por volta de 1850. Mas Rubio parece não se preocupar com qualidade de vida, até porque a essência de seu discurso é uma hostilidade visceral a qualquer sentimento de empatia humana.

Em determinado momento de seu discurso, ele fala com escárnio dos esforços para se criar um sistema global de bem-estar social. O ódio ao pobre — visto sempre como culpado por sua pobreza — é o sentimento mais forte da extrema direita. O projeto neoimperial de Trump e Rubio, e todos os seus seguidores no mundo, portanto, se traduz também quase como uma guerra mundial aos pobres, o que explica o prazer mórbido, a euforia sádica, que eles exibem diante do genocídio na Palestina, da asfixia econômica de Cuba, e do bloqueio humilhante à liberdade da Venezuela vender seu petróleo para quem quiser.

O medo que o mesmo Ocidente coletivo sente da China, e os esforços para conter os avanços tecnológicos do gigante asiático, também se explicam por esse desprezo pelos humilhados e oprimidos da terra. Afinal, como já deixou escapar o próprio vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, como podem camponeses da China desafiarem a hegemonia americana no mundo?

Difícil entender de que tipo de herança cristã esses extremistas tanto falam, quando a grande revolução moral trazida por Cristo foi justamente a pregação do amor aos que sofrem injustiças, aos pobres, aos desvalidos.

O tema central da nossa campanha, no entanto, é romper os grilhões que mantêm a democracia acorrentada na prisão teórica construída pelo neoimperialismo fascista.

Como é possível que um conceito tão bonito seja tão brutalmente manipulado para fazer avançar uma cultura de autoritarismo, intolerância e violência — o oposto exato do que deveríamos entender como democracia?

Os Estados Unidos querem usar a democracia, portanto, para justificar uma ditadura militar global, liderada exclusivamente por eles, com alguns vassalos do Norte Global como seus vice-reis.

Democracia, porém, em sua acepção mais elementar, é o império da justiça e das leis.

No plano doméstico, isso significa que ninguém está acima da lei e que o poder deve ser limitado por freios e contrapesos.

No plano internacional, significa que nenhum país deveria se colocar acima das leis internacionais e acima de instituições multilaterais, porque sem esse piso comum o mundo regride ao estado de selvageria.

Alguém poderia contrapor que não existe, propriamente, um sistema de leis internacionais, visto que também não se criou ainda nenhum tipo de instituição com poder para impô-las aos países.

Entretanto, não aceito o argumento, porque ele é apenas cínico.

Temos a Organização das Nações Unidas, com seus tratados, acordos e leis, que bastaria respeitar. A própria ONU possui alguns poderes, que precisam ser democraticamente discutidos e ampliados, para impor restrições aos países que violam leis e tratados internacionais.

Embora hoje a ONU esteja numa fase especialmente vulnerável e inoperante, não cabe à comunidade internacional reinventar a roda, mas trabalhar para fortalecer as instituições multilaterais existentes, porque é a única maneira de combater a anarquia generalizada e os riscos que ela traz para a estabilidade e a paz no mundo.

Há um outro ponto extremamente emblemático no discurso de Rubio:

“(…) Não queremos que nossos aliados sejam fracos, pois isso nos enfraquece. Queremos aliados que possam se defender, para que nenhum adversário jamais se sinta tentado a testar nossa força coletiva. É por isso que não queremos que nossos aliados estejam acorrentados pela culpa e pela vergonha. Queremos aliados que se orgulhem de sua cultura e de sua herança, que compreendam que somos herdeiros da mesma grande e nobre civilização e que, juntamente conosco, estejam dispostos e aptos a defendê-la.”

Este me parece ser o centro moral do “fascismo democrático” de Marco Rubio. Os vassalos devem desligar seus escrúpulos e obedecer cegamente as diretrizes imperiais, sem contraponto, sem reflexão.

É a mesma coisa, inclusive, o que o próprio Donald Trump menciona em entrevista para o New York Times, também em janeiro de 2026, de que as leis internacionais não significam nada para ele, e que o único limite para suas ações seriam sua própria moralidade. O que significa dizer que não há limite.

Para os próprios cidadãos do império, e por isso os europeus não deveriam se submeter tão docilmente a essa filosofia macabra, a militância da Casa Branca por soluções de força também constitui um perigo crescente à sua segurança, liberdades e direitos.

O destino de Renee Good e Alex Pretti, cidadãos americanos assassinados a tiros ainda em janeiro de 2026, por agentes federais a serviço da agenda fascista da extrema direita americana, mostrou que a nova ética do império é a violência sem limite. De certa forma, sempre foi — a novidade agora é que a nova direita americana a ostenta como um brasão de força, e despreza como fraqueza (que geram “culpa e vergonha”) as tentativas anteriores de disfarçá-la ou escondê-la com mentiras.

Entretanto, a humanidade não tem outra alternativa a não ser combater de todas as maneiras possíveis o novo fascismo imperial que ameaça a sua sobrevivência. Nem tudo está perdido. A reação brutal do império é proporcional ao avanço do resto do mundo: quanto mais a balança se equilibra, mais violenta se torna a resistência de quem perde o monopólio da força. No século XIX, a concentração de força, capital, tecnologia, nesse punhado de países que Rubio chama hoje de “civilização ocidental”, era avassaladora. Hoje não. O mundo hoje tem uma produção econômica muito mais distribuída, o que é, aliás, a razão da choradeira de Rubio em Munique, sobre declínio e desindustrialização.

A luta contra o fascismo imperial é a mesma luta pela ampliação do multilateralismo, pelo fortalecimento das leis internacionais, e pela consolidação de uma cultura de respeito mútuo entre as nações. É o que vem pregando, em uníssono, todas as grandes lideranças do Sul Global.

A força econômica e militar do Sul Global serão os instrumentos mais efetivos para fazer o fascismo imperial recuar. De certa maneira, isso já vem ocorrendo, o que seria inclusive a razão para o mundo assistir ao espetáculo de violência promovido pelos Estados Unidos com tanta estupefação, quase incredulidade. Muitas lideranças globais se calam diante da barbárie trumpista por entender que estão diante de um poder armado e irracional. Ao mesmo tempo, nunca vimos, em toda história do mundo, uma movimentação internacional tão frenética (às vezes discreta, às vezes não), das mesmas lideranças, para fechar acordos comerciais e políticos com uma vasta gama de países, mesmo que isso signifique isolar os Estados Unidos.

Mas há um outro front importante em toda essa luta por justiça, equidade e paz no mundo, que é explorar um dos pontos mais vulneráveis da estratégia de dominação usada pelo Ocidente: a função absolutamente central que suas sociedades dão ao conceito democrático.

Ou melhor: a importância que dão ao domínio e à manipulação sobre o que o mundo deve entender como democracia.

O que acontece, contudo, quando a democracia se torna uma arma imperial para impor, pela violência, um regime global essencialmente antidemocrático, em que as decisões que afetam toda a humanidade sejam tomadas por uma elite plutocrática profundamente hostil a tudo o que a democracia realmente representa?

O resultado é a criação de um flanco cada vez maior nas muralhas ideológicas que o Ocidente construiu ao redor de sua cultura. Essa brecha deve ser explorada pela própria discussão democrática, pelo próprio debate ideológico, filosófico, sobre o que significam, para a humanidade, os conceitos clássicos de liberdade, dignidade, soberania e igualdade, e todo esse arsenal de valores que, reunidos, forjam as doutrinas democráticas.

Para resgatar o conceito de democracia, todavia, precisamos voltar às suas origens, libertá-la de uma história inventada, desde sempre, com o interesse de mantê-la no cativeiro do imperialismo ocidental.

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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Galinzé

19/02/2026 - 18h48

China, Russia, Venezuela, Cuba, Palestina, Iran e todas as aberraçoes afins sao exemplos de democracias na cabeça doente do nosso Miguel do Larapio.

Console-se Miguel, é sò um transtorno mental, nada mais.


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